Próximas Fusões: Quando e Com quem !

Minha idéia aqui é estimular uma reflexão que pode vir a se tornar uma tendência, pois ando me fazendo a seguinte pergunta: Quando as Grandes Corporações bem posicionadas e estabelecidas nas indústrias de Telecomunicações e Tecnologia da Informação, irão sentar numa mesa e trocar idéias e interesses numa possível fusão ?

Essa pergunta nasce de um constatação que Serviços se tornaram preponderantes em relação as máquinas, fios, circuitos, servidores, enfim, tudo que num passado recente pode ser considerado como mina de ouro dessas Empresas e, hoje, já podemos dizer que estão todos eles dentro das prateleiras do que podemos chamar de commodities.

Há muito vinha me cobrando de colocar no papel esta reflexão, porém, essa semana, meu provedor de serviços de telecomunicações me ofereceu também um computador, os programas e ainda me disse que se o computador travar, eu vou chamar e vão resolver. Ou seja, foi rompida aquela barreira onde ficava muito claro o limite entre Telecomunicações e TI.

Aliás, em recente Seminário da Converge, ouvi uma sigla que poderia ser o titulo desse bate papo : TIC -Tecnologia da Informação e Comunicação.

Ou seja, podemos indentificar indicadores que breve teremos algum anúncio impactante onde uma junção entre uma IBM e uma AT&T, estaria criando um poderoso provedor, competindo com outro que poderia ser formado por Telefonica e HP.

Claro que utilizei esses nomes apenar para caracterizar a idéia desse artigo, porém, me colocando no lugar do Cliente, eu teria preferência de poder optar por vários provedores desse porte, do que, assistir esse jogo de War entre as Empresas de Telecomunicações que aos poucos estão desenhado um mapa com poucas opções nos Continentes, vide exemplo da América Latina que esta sendo pintada pela disputa entre Telefonica e Telmex.

Que outros benefícios poderiam surgir de uma Empresa TIC ? O Cliente tratar com um único provedor ? Eliminar aquela fronteira onde um problema pode ser imputado ao ambiente de WAN, porém estando na LAN ? Sinergia entre as ferramentas de automação e gestão ? Enfim, tenho certeza que podemos produzir mais perguntas sobre esse benefício.

Finalizo com bastante convicção que esse tema deverá aos poucos movimentar e trazer novidades no nosso mercado de TIC, ops, de Telecomunicaçòes e Tecnologia da Informação.

Bom Feriado, Fabiano Facó

As empresas querem clientes globais! Deveriam querer fornecedores globais?

==> Esse artigo foi desenvolvido e publicado no site da IBC do Brasil no 3o. quartil de 2003.

Estamos acompanhando, nesse momento, o sucesso de empresas brasileiras que tomaram a iniciativa de expandir suas próprias fronteiras para além dos limites do Brasil e se instalaram, física e/ou logicamente, em outros países, sejam eles os nossos vizinhos na América Latina ou nos Estados Unidos e Europa. Hoje, já se tornou comum comprarmos algum produto produzido por alguma dessas empresas e identificarmos, na embalagem, as características e demais informações escritas em dois ou três idiomas.
Enfim, essas corporações estão de parabéns, pois estão colhendo frutos dessa visão estratégica, com sua capacidade e flexibilidade de adequar o seu produto a cada local, respeitando as culturas e hábitos de cada País.

Agora, será que essas mesmas empresas estão atentas e conscientes de que podem contar com fornecedores e prestadores de serviços também globais? Ou seja, estando os nossos Gerentes e Diretores de TI, sim, os nossos CIOs, cada vez mais próximos do negócio da sua empresa, também devem seguir essa caminho estratégico de identificar junto aos seus fornecedores, aqueles que reúnem todos os requisitos de qualidade, preço, agilidade, tempo de resposta e que, dentro desse novo mundo, novo cenário, estejam presentes nos países onde a sua empresa está operando. E entre esses, aquele que tenha condições de “respirar o seu Business”, suportando o seu negócio com o serviço mais adequado e não simplesmente o que tenha disponível em suas prateleiras para atingir o mercado de atacado, será o vencedor.

Um escritório? Uma filial? O que devemos esperar dessa tal presença Global?

Pode parecer complicado, porém esses fornecedores também tiveram a mesma visão estratégica das demais Empresas, ou, muito provavelmente, seguiram os caminhos dos seus clientes ou até mesmo abriram novos caminhos para os seus clientes e, de alguma forma, viabilizaram as operações deles nesses novos países. Portanto esses fornecedores estão plenamente capacitados a prestar o mesmo serviço oferecido não só no país onde está a matriz do seu cliente, como também na sua filial.

Quando estamos falando em prestar o mesmo serviço em São Paulo, Fortaleza, Miami, Londres e Hong Kong, não podemos simplesmente nos ater aos requisitos técnicos, até porque são grandes as chances desse serviço já estar considerando valor adicionando. Devemos levar em conta um considerável leque de aspectos intrinsecamente interligados, como:

- S.L.M (Service Level Management)
- Faturamento centralizado ou descentralizado
- Faturamento na moeda local ou na moeda da matriz do cliente
- Garantia e preservação dos requisitos técnicos e de performance.
- Gerenciamento sustentável da solução, garantindo o mesmo nível de integridade em todas as localidades.
- Habilidade multi-cultural.

Enfim, poderíamos continuar essa lista por linhas e mais linhas, para compreendermos de fato do que se trata e qual o ganho obtido através da escolha de um fornecedor de serviços globais. O que cabe na nossa reflexão nesse momento é buscar o entendimento de onde a nossa empresa está e para onde está indo, e dessa forma decidir se esse tipo de alternativa já pode ou deve ser considerada nas próximas escolhas.
Cabe reforçar também que, esse fornecedor, além de garantir a entrega do serviço em todos os locais para onde seu negócio for levado, também precisa estar presente nesses mesmos locais, fazendo negócios com os seus respectivos parceiros e, principalmente, que a sua matriz esteja também muito bem posicionada e com indicadores de crescimento na sua indústria dentro de um contexto local e mundial.
No caso da indústria de Telecom, podemos dizer com tranqüilidade que esse tipo de serviço já está ao alcance das empresas e que já podem ser contratados por empresas que já tomaram a iniciativa de ampliar seu universo de abrangência e por aquelas que estejam nesse momento se capacitando para competir fora das suas linhas de atuação.

Clientes Globais e Fornecedores Globais! Uma combinação de Sucesso garantido!

Um abraço, Fabiano Facó

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