Reflexões sobre a Política Nacional de Resíduos Sólidos


Como a Política Nacional de Resíduos Sólidos (Lei nº. 12.305) foi sancionada em 2 de agosto de 2010, os programas e projetos relacionados à sua fase inicial de implementação ainda estão se delineando, propiciando apenas reflexões sobre alguns tópicos da matéria (BRASIL, 2010a). Ela demorou 21 anos para ser discutida e aprovada no Congresso, o que demonstra as dificuldades que precedem o processo de implementação, ou seja, a da aprovação de uma lei em nosso país. Com base nisso, dá para imaginar os desafios que estão por vir em função dos múltiplos interesses que ela direta ou indiretamente afetará.

Apenas para dar uma ideia do potencial de perda de divisas que a demora na regulamentação de uma lei como esta representou, estudo recente realizado pelo Instituto de Pesquisas Econômicas (IPEA) indicou que o potencial de reciclagem do Brasil é de R$ 8,5 bilhões / ano. Ou seja, esta é a soma que o país perde anualmente por não aproveitar o potencial de gestão adequada dos resíduos sólidos (TEIXEIRA, 2011).

Um tópico relevante é a logística reversa, instrumento econômico e social que prevê a restituição de resíduos sólidos a seus geradores, prescindindo a geração de rejeitos. A PNRS introduziu a responsabilidade compartilhada entre os atores da cadeia produtiva de bens manufaturados, fabricantes, distribuidores, comerciantes, consumidores e titulares de serviços públicos de limpeza urbana responsáveis pelo ciclo de vida dos produtos.  Ela visa dividir as responsabilidades entre a sociedade, o poder público e a iniciativa privada.

A logística reversa já era praticada em alguns segmentos industriais antes da promulgação da PNRS, como por exemplo, no caso dos eletroeletrônicos e pneus em função da existência de resoluções específicas do Conselho Nacional de Meio Ambiente (CONAMA) que versam sobre esses resíduos. Induzidas pelo próprio mercado, algumas práticas de logística reversa e reciclagem também ocorriam nos segmentos de embalagens de bebidas em alumínio e de papel, papelão e cartonados, em função dos preços de mercado atrativos pagos aos catadores e recicladores.

A logística reversa para a reciclagem ou remanufatura dos resíduos da indústria eletroeletrônica (particularmente de pilhas e baterias) também já existia antes da PNRS, porém, a sua condução nem sempre foi bem coordenada entre os atores da cadeia e as práticas pouco difundidas na sociedade. Essa dinâmica limitada levou a um alcance pequeno das práticas de logística reversa de tais produtos quando comparados com a geração de resíduos. A pesquisa Ciclosoft do Compromisso Empresarial para Reciclagem (2010) mostra que apenas 12% da população brasileira é servida por programas de coleta seletiva, que é uma das bases para a logística reversa da fração seca do lixo. Embora a reciclagem de diversos materiais tenha apresentado avanços nos últimos dez anos, de acordo com a Associação Brasileira das Empresas de Limpeza Pública e Resíduos Especiais  (2011), o alumínio é absoluta exceção com um índice de reciclagem de 98%. Isto ilustra a forte influência do componente econômico na reciclagem.

Aitiyel (2001) destaca que a aderência de iniciativas de reciclagem e remanufatura de resíduos eletroeletrônicos nos setores empresariais, na maioria das vezes, é motivada pelo marketing verde que, ao caracterizar a empresa como “ambientalmente responsável”, acentua a ostentação desta imagem. Em geral, trata-se de iniciativas localizadas e pontuais, sem respaldo de ações educativas ao público em geral, com resultados difíceis de serem analisados quanto à sua real efetividade.

Há expectativas de que a PNRS venha no sentido de fortalecer e difundir essas práticas, tanto nas esferas públicas como privadas (RUIZ; TEIXEIRA, 2010). A quantificação dos resultados dessas práticas, por exemplo, permitirá estabelecer alguns indicadores de desempenho a essas iniciativas, propiciando a difusão de informações atreladas a ações de educação ambiental.

Se analisada sob a ótica dos resíduos industriais, a política em questão fará uso de ferramentas da ecologia industrial (avaliação de ciclo de vida; logística reversa; redução, reciclagem, reuso e remanufatura, e ecodesign) como instrumentos de gestão pública. Esta abordagem é inovadora e poderá proporcionar um grande avanço na gestão de resíduos no país (RUIZ; TEIXEIRA, 2010).

A abordagem da gestão e do gerenciamento de resíduos vem aos poucos saindo do controle no descarte para o controle durante todo o ciclo de vida, vislumbrando a não geração de resíduos e a qualidade ambiental dos processos, bem como a oferta de produtos sustentáveis. Contudo, para fechar este ciclo, é necessário além da abordagem técnica, estratégias de cunho econômico, social e político. Esses campos foram reconhecidos pela PNRS dentro do conceito de gerenciamento integrado dos resíduos.

Dentro da esfera social convém ressaltar, a intrincada e particular relação que ocorre no Brasil entre resíduos, responsabilidade e inserção social, aspecto importante a ser considerado. Como exemplo, pode-se citar o caso das embalagens de alumínio, fonte de renda para inúmeros catadores, pessoas geralmente marginalizadas do mercado de trabalho formal.

Além disso, a instituição dos acordos setoriais para definição do detalhamento das regras e metas da logística reversa pressupõe uma articulação política dos setores produtivos para interagir com o setor público. Somente com uma interação construtiva entre os setores, os acordos poderão ser construídos.

Por outro lado, a Política focou seus instrumentos a partir da geração dos resíduos, faltando uma integração com políticas de desenvolvimento e política industrial para fins de incentivar produtos ecologicamente amigáveis. Nesse sentido, espera-se que os instrumentos da política venham exercer pressão progressiva quanto às exigências e os cuidados com os produtos no fim de sua vida útil, incluindo a logística reversa. Espera-se também que o aumento desta pressão possa levar as indústrias a avançar na adoção de tecnologias limpas em seus processos produtivos.

Nesta análise preliminar é importante considerar que o desenvolvimento econômico brasileiro aconteceu de forma não uniforme entre os diversos estados e entre municípios. A distribuição geográfica das diversas atividades econômica no país criou diferentes níveis de cultura relacionados com a gestão de resíduos. É, portanto, fundamental compreender os diferentes níveis de desenvolvimento existentes em âmbito regional para que a PNRS possa ser implementada considerando uma perspectiva de sustentabilidade realista para cada região. Por exemplo, poderia a logística reversa ser tratada da mesma maneira nas regiões metropolitanas e na Amazônia? Certamente não.

A gestão integrada dos resíduos sólidos, preconizada pela política, já vinha sendo adotada em alguns municípios e setores industriais antes mesmo da sua promulgação, embora na maioria dos casos com alcance bastante limitado. O que se espera a partir de agora é que a sua adoção possa seja ampliada para a gestão das cadeias produtivas nos diversos elos de uma mesma cadeia produtiva e na intersecção entre cadeias distintas. Neste caso, é ilustrativo a reutilização, reuso e reciclagem de embalagens de alumínio e PETs dentre uma diversidade de outros produtos. A efetividade desse aspecto da política pode depender, entre outros fatores, da capacidade dos gestores de elaborar planos que considerem a possibilidade de aproveitamento dos produtos recicláveis e a destinação adequada em aterros daqueles que ainda não são passíveis de aproveitamento no contexto atual.

As iniciativas de gestão integrada já são práticas disseminadas em países da comunidade européia, como na Alemanha, e também no Japão. No Brasil, a coleta, transporte e disposição de vários resíduos perigosos (Classe I) já são objeto de regulação específica (por exemplo: resoluções CONAMA nº 257, nº 258 e nº 264), porém, nem todos os estados dispõem de mecanismos de comando e controle para que a gestão de todo este processo seja feita de forma eficiente (BRASIL, 1999a; 1999b; 2000). Além disso, nem todos os estados já elaboraram seus inventários de resíduos sólidos industriais no contexto do inventário nacional deflagrado há pelo menos uma década (Resolução CONAMA nº 313) (BRASIL, 2002). Ressalte-se que os resultados de tal inventário não vêm sendo divulgados, embora uma série de tipos de indústrias seja obrigada a relatar anualmente as quantidades de resíduos geradas, por tipo, e a sua destinação.

No Brasil as inovações em gestão por parte das empresas, via utilização de avaliação de ciclo de vida, ecodesign, reciclagem etc. são ainda tímidas, pois estão na esfera das grandes empresas e corporações localizadas principalmente no eixo Sul – Sudeste. Em suma, como “situação – problema”, a realidade atual da gestão dos resíduos sólidos no país, em nível de cadeias produtivas geradoras de resíduos industriais (muitos destes perigosos à saúde humana e ao meio ambiente), ainda prescinde de uma gestão integrada. Esta gestão deve enfocar aspectos técnicos, econômicos, sociais e ambientais, que, por sua vez, demandam uma abordagem que desça ao nível dos elos das cadeias produtivas, por meio da utilização de conceitos e ferramentas de gestão como avaliação de ciclo de vida, reciclagem, reuso, ecodesign, dentre outros (RUIZ; TEIXEIRA, 2010).

Neste contexto, é importante lembrar que a lei em questão, terá interrelação com vários outros diplomas legais, quais sejam: a Lei nº 11.107/2005 – Lei dos Consórcios Públicos e seu Decreto regulamentador; a Lei nº 11.445/2007 – Lei do Saneamento Básico; a Lei nº 9.433/1997 – Lei que instituiu a Política Nacional de Recursos Hídricos; a Lei nº 6.938/1981 – Política Nacional de Meio Ambiente; a Lei nº  9.795/1999 – Política Nacional de Educação Ambiental; a Lei nº 10.257/2001 – Estatuto das Cidades, e a  Lei 12.187/09 – Política Nacional sobre Mudança do Clima; bem como resoluções CONAMA pertinentes ao tema. Por outro lado, o texto final não faz nenhuma menção às políticas tecnológica e industrial vigentes no país. Em face deste quadro, pode-se dizer que a implementação dos princípios e objetivos da PNRS certamente não será tarefa fácil, pois demandará interação entre governantes e uma ampla gama de atores sociais num horizonte de anos.

Acrescente-se a isso, as diferenças culturais que têm efeito na forma como as pessoas abordam a problemática dos resíduos em nível regional. Destaque-se também a necessidade de se construir todo um aprendizado no nível de cadeias produtivas, para que as ferramentas de gestão preconizadas pela lei possam ser utilizadas de forma efetiva e eficiente.

Outro desafio que se apresenta é o do controle social, inserido na PNRS como um dos instrumentos. No entanto, este instrumento foi citado poucas vezes ao longo do seu texto e, portanto, sua articulação com outros instrumentos e a possibilidade de cobrança pela sociedade por tal participação, a partir de propostas objetivas, torna-se mais difícil.

Ainda no que se refere aos aspectos sociais da PNRS, merece destaque o caso dos catadores de papel, papelão e cartonados. São várias as iniciativas de cooperativas de catadores de recicláveis que se expandiram nas grandes cidades nos últimos anos. Merece destaque a Coopamare – Cooperativa de Catadores Autônomos de Papel, Papelão, Aparas e Materiais Recicláveis, de São Paulo, e a Asmare – Associação de Catadores do Papel, Papelão e Material Reciclável, de Belo Horizonte, ambas com apoio das prefeituras municipais. Várias cooperativas e associações de catadores estão se organizando em rede para ampliar e organizar práticas de economia solidária, com vistas a fortalecer a vida dos catadores e de suas famílias. É o caso, por exemplo, da Rede Cata Sampa, que congrega quinze dessas organizações.

Segundo Teixeira (2011), em Belo Horizonte, se os catadores de rua fossem excluídos do processo de reciclagem, a prefeitura precisaria contratar 40% mais garis. Destaque-se que o diálogo e a parceria entre os atores envolvidos neste processo são fundamentais para assegurar que a implementação da lei encampe práticas pré-existentes à sua regulamentação e, desta forma, cumpra seu papel social de forma sustentável.

Neste contexto, é importante mencionar que uma das últimas ações do governo Lula foi a instituição do Programa Pró-Catador, com a finalidade de integrar e articular as ações do Governo Federal voltadas ao apoio e ao fomento à organização produtiva dos catadores de materiais reutilizáveis e recicláveis, à melhoria das condições de trabalho, à ampliação das oportunidades de inclusão social e econômica e à expansão da coleta seletiva de resíduos sólidos, da reutilização e da reciclagem por meio da atuação desse segmento segundo o Decreto nº 7.405 (BRASIL, 2010b).

Tendo em vista as diversas oportunidades que a presente política traz para a melhoria na gestão dos resíduos sólidos no país, o Sindicato das Empresas de Limpeza Urbana no Estado de São Paulo (SELUR) e a Associação Brasileira de Resíduos Sólidos e Limpeza Pública (ABLP), com o suporte técnico da PwC, desenvolveu o Guia de Orientação para Adequação dos Municípios à Política Nacional de Resíduos Sólidos.

Este guia tem o objetivo de orientar os gestores municipais a atender às exigências da Política, apresentando os possíveis caminhos para implantação de soluções na forma de prestação de serviço, fundamentadas em sustentabilidade técnica e financeira de longo prazo e na respectiva adequação legislativa. Essa obrigação também se apresenta como grande oportunidade de promover avanços nas áreas de Conscientização Social, Cidadania e Educação Ambiental, além de possibilitar a atração de investimentos no município (SINDICATO DAS EMPRESAS DE LIMPEZA URBANA NO ESTADO DE SÃO PAULO, 2011).

Nesta linha, o Ministério do Meio Ambiente (MMA) está elaborando manuais para a orientação de estados e municípios na construção dos Planos de Gestão de Resíduos Sólidos, condição necessária para acesso aos recursos da União ou aos que serão por ela controlados. A Frente Nacional dos Prefeitos também vem participando das discussões relativas à construção desses planos.

Nesses manuais, nota-se um claro incentivo à participação da população na elaboração dos planos estaduais, regionais e municipais de gestão dos resíduos. Acredita-se que se houver estimulo à participação, serão criadas instâncias de controle do que for acordado entre as partes.

Finalmente, cabe destacar uma iniciativa recente voltada à reciclagem e reutilização de resíduos da indústria eletroeletrônica que está sendo consubstanciada na proposição de projeto de lei sobre o e-lixo na Cidade de Rio Claro (Ruiz, 2011). A repercussão positiva em nível municipal e entre colegas acadêmicos foi o principal motivador da elaboração deste artigo. Esta iniciativa partiu de uma aluna do Ensino Médio do Colégio Koelle, em projeto desenvolvido como monografia para a décima edição da Feira Brasileira de Ciências e Engenharia (FEBRACE) que foi realizada em março de 2012. Isso mostra que a gestão de resíduos sólidos já vem despertando a atenção de jovens que futuramente poderão desempenhar um importante papel na construção de uma sociedade mais sustentável.

Referências

ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DAS EMPRESAS DE LIMPEZA PÚBLICA E RESIDUOS ESPECIAIS.  Panorama 2010.  São Paulo: ABRELPE; 2011.  Disponível em: <http://www.abrelpe.org.br&gt;.  Acesso em: 15 maio 2011.

AITIYEL, S. O.  Gestão de resíduos sólidos: o caso das lâmpadas fluorescentes.  Porto Alegre: [s.n.], 2001.

BRASIL.  Lei Federal nº 12.305, de 2 de agosto de 2010. Institui a Política Nacional de Resíduos Sólidos; altera a Lei nº 9.605, de 12 de fevereiro de 1998; e dá outras providências.  Diário Oficial da União, Brasília, 3 ago. 2010a.

______.  Decreto nº 7.405, de 23 de Dezembro de 2010. Institui o Programa Pró-Catador, denomina Comitê Interministerial para Inclusão Social e Econômica dos Catadores de Materiais Reutilizáveis e Recicláveis o Comitê Interministerial da Inclusão Social de Catadores de Lixo criado pelo Decreto de 11 de setembro de 2003, dispõe sobre sua organização e funcionamento, e dá outras providências.  Diário Oficial da União, Brasília, 23 dez. 2010b.

______.  Ministério do Meio Ambiente, Conselho Nacional do Meio Ambiente.  Resolução CONAMA nº 257, de 30 de junho de 1999.  Estabelece que pilhas e baterias que contenham em suas composições chumbo, cádmio, mercúrio e seus compostos, tenham os procedimentos de reutilização, reciclagem, tratamento ou disposição final ambientalmente adequados”. Alterada pela Resolução nº 263, de 1999. Revogada pela Resolução nº 401, de 2008.  Diário Oficial da União, Brasília, 22 jul. 1999a.

______.  Ministério do Meio Ambiente, Conselho Nacional do Meio Ambiente.  Resolução CONAMA nº 258, de 26 de agosto de 1999.  Determina que as empresas fabricantes e as importadoras de pneumáticos ficam obrigadas a coletar e dar destinação final ambientalmente adequadas aos pneus inservíveis”. Alterada pela Resolução nº 301, de 2002. Revogada pela Resolução nº 406, de 2009.  Diário Oficial da União, Brasília, 02 dez. 1999b.

______.  Ministério do Meio Ambiente, Conselho Nacional do Meio Ambiente.  Resolução CONAMA nº 264, de 26 de agosto de 1999.  Licenciamento de fornos rotativos de produção de clínquer para atividades de co-processamento de resíduos.  Diário Oficial da União, Brasília, 20 mar. 2000.

______.  Ministério do Meio Ambiente, Conselho Nacional do Meio Ambiente.  Resolução CONAMA nº 313, de 29 de outubro de 2002.  Diário Oficial da União, Brasília, 22 nov. 2002.

COMPROMISSO EMPRESARIAL PARA RECICLAGEM. Pesquisa Ciclosoft 2010. Disponível em: <http://www.cempre.org.br/ciclosoft_2010.php&gt;.  Acesso em: 1 fev. 2010.

RUIZ, M. R.  Gestão de resíduos sólidos: proposição de projeto de lei sobre o e-lixo na Cidade de Rio Claro-SP.  Projeto aprovado para apresentação na Feira Brasileira de Ciências e Engenharia, Rio Claro, dez. 2011.

RUIZ, M. S.; TEIXEIRA, C. E. Reflexões sobre o recém aprovado projeto de lei da Política Nacional de Resíduos Sólidos.  Habitante verde, São Paulo, 20 mar. 2010.

TEIXEIRA, I.  Governo trabalha para melhorar o licenciamento ambiental. Conjuntura da infraestrutura.  São Paulo: EESP- FGV/ ABDIB, abril 2011.

SINDICATO DAS EMPRESAS DE LIMPEZA URBANA NO ESTADO DE SÃO PAULO. Associação Brasileira de Resíduos Sólidos e Limpeza Pública. PricewaterhouseCoopers Serviços Profissionais.  Guia de orientação para adequação dos Municípios à Política Nacional de Resíduos Sólidos (PNRS).  São Paulo: SELUR/ ABLP/ PwC, 2011.

Autores:

Prof. Mauro Silva Ruiz

Mauro Ruiz

Mauro Ruiz

Coordenador e professor do MBA em Gestão Ambiental e Práticas de Sustentabilidade do Instituto Mauá de Tecnologia em São Caetano, professor do Mestrado em Gestão Ambiental e Sustentabilidade da Uninove, e pesquisador licenciado do Instituto de Pesquisas Tecnológicas do Estado de São Paulo. Contato: maurosilvaruiz@gmail.com

 

Prof. Alexandre de Oliveira e Aguiar

Alexandre Aguiar

Alexandre Aguiar

Professor do Mestrado Profissional em Gestão Ambiental e Sustentabilidade da Uninove, professor convidado de cursos de pós-graduação lato-sensu, e auditor e consultor em sistemas de gestão ambiental e sistemas de gestão de segurança e saúde ocupacional.Contato: aoaguiar@ig.com.br

 

Prof. Rui Alexandre Christofoletti

Rui Alexandre

Rui Alexandre

Engenheiro elétrico, mestre em Educação Especial, e professor do Ensino Médio no Colégio Koelle de Rio Claro – SP onde co-orienta monografia sobre e-lixo no município. Contato: rui.chr@uol.com.br

Maíra Rubini Ruiz

Maíra Ruiz

Maíra Ruiz

Aluna do Ensino Médio do Colégio Koelle, membro do Parlamento Jovem Municipal, e participante (finalista) da Feira Brasileira de Ciências e Engenharia – FEBRACE, Edição 10 – Ano 2012, com monografia que propõe um projeto de lei para e-lixo em Rio Claro. Contato: mairarruiz@hotmail.com

Por que consumir o conteúdo da Plataforma Liderança Sustentável ?


Sou consumidor do conteúdo desenvolvido pela Plataforma Liderança Sustentável. Como tal, quero compartilhar com os Habitantes Verdes que aqui visitam, um pouco da minha percepção e dos benefícios desse projeto. Assim, também servir de agente de propagação e divulgação.

Nesse exato instante conheço 4 (quatro) prateleiras onde você pode experimentar e consumir o conteudo da Plataforma Liderança Sustentável :

  • As palestras e entrevistas do Ricardo Voltolini , tanto em fóruns empresariais como acadêmicos. E aqui deixo 2 (dois) vídeos como exemplo:

Entrevista para Priscila Kirsner  do Programa Fiscais da Natureza :Priscila Kirsner entrevista Ricardo Voltolini no Programa Fiscais da Natureza

Entrevista no Portal da Ideia Sustentável : Plataforma Liderança Sustentável apresentada pelo Ricardo Voltolini

  •  O Livro Conversas com Líderes Sustentáveis conceitua e contextualizada a importância das empresas inserirem a Sustentabilidade como competência estratégica em seus negócios. Com base nessa certeza, o livro oferece 10 (dez) cases pragmáticos onde empresas de segmentos diferentes compartilham experiências de sucesso, através de entrevistas do próprio Ricardo Voltolini com os respectivos CEOs Presidentes dessas Empresas.

Livro Conversas com Líderes Sustentáveis

Livro Conversas com Líderes Sustentáveis

  • Os vídeos com depoimentos dos Executivos de Grandes Corporações. Neles, todos contam histórias de como estão gerando valor para suas empresas, ao decidirem que Sustentabilidade faz parte da estratégia de todas elas:

Franklin Felder da Alcoa

Fábio Barbosa quando liderava o tema no Santander

Paulo Nigro da Tetra Pak

Héctor Núnes quando liderava o tema na Walmar Brasil

Guilherme Leal da Natura

José Luciano Penido da Fibria

Luiz Ernesto Gemignani da Promon

Miguel Krigsner do Boticário

Kees Kruythoff  da Unilever

José Luiz Alquéres da Light

José Luiz Alquéres da Light Parte 2

Dedicando alguns minutos dos seus próximos dias para escutar ( e não apenas ouvir ) os vídeos e, depois, colocar o livro na sua lista de leituras, você terá material suficiente para entender porque Sustentabilidade é uma competência que precisa se fazer presente na estratégia das empresas. No passo seguinte, deve estar transversalmente atuando em todos os seus processos de negócios.

Você poderá ter dúvidas de como dar o primeiro passo na implementação, na transformação, enfim, mas terá nítida certeza que precisa começar. Sustentabilidade não pertence a nenhuma área ou organização, é uma competência que atua transversalmente por toda empresa e, melhor, quando transborda para seus fornecedores e parceiros. Pode sim, ter um líder, um executivo com atuação de consolidação do tema e missão de garantir plena aderência de todas ás áreas.

Particularmente encontrei na Plataforma Liderança Sustentável, uma marco divisório entre o que podemos chamar de Ambientalismo e Sustentabilidade. Digo isso porque ouvi de executivos que tive o prazer de trabalhar ao longo da minha carreira, perguntas me questionando se eu havia virado ambientalista, se eu iria trabalhar nuna ONG, se estaria me filiando algum partido (supostamente comprometido com o meio ambiente) e outras perguntas desse gênero, todas feitas com criativo bom humor.

Entendo e afirmo a importância do trabalho dos ambientalistas como agentes atuantes na sociedade e seus diversos segmentos sociais e políticos. Todavia, sustentabilidade dentro das empresas ocupa seu próprio espaço, sua própria maneira de transformar os processos de desenvolvimento de produtos e serviços sejam eles os atuais e futuros. Ambientalistas atuam e ajudam a sociedade e governo a aprenderem a lidar com o tema da natureza e seu recursos finitos, impactos irreversíveis e reversiveis. Profissionais que estão inserindo a sustentabilidade nas suas competências profissionais ja estão ajudando as empresas a tratarem os ativos como ar, água, energia, solo, matéria prima e resíduos de uma forma inovadora que traga ganhos tangíveis e intangíveis para seus negócios e seu segmento também.

Se sua empresa já começou a lidar com a sustentabilidade, a Plataforma Liderança Sustentável pode te inspirar a aprimorar e acelerar essa transição e transformação. Se sua empresa ainda não começou a lidar com o tema, não se preocupe, pois seus stakeholders (acionistas, bancos, clientes, governos e competidores) logo irão dar esse impulso para você.

Parabéns para toda equipe comprometida com a Plataforma Liderança Sustentável e também, para aos Executivos das Empresas que participaram dessa primeira etapa e mostram nos vídeos como se tornaram Habitantes Verdes Líderes em seus respectivos ramos de atuação.

Projeto 21 do Spoleto une a fome com vontade de comer sustentavelmente


Para quem ainda não conheçe, o Projeto 21 do Spoleto está demonstrando a importância do segmento do varejo de alimentação, quando se trata de contar com a competência da sustentabilidade na sua estratégia. Um projeto dessa dimensão, seja de investimento e tempo, somente trará resultados se a sustentabilidade estiver presente na estratégia da Empresa. Fazendo parte dela, os benefícios vão desde ganhos de escala, gestão, redução de custos, aderência dos colaboradores e cooperação da sua cadeia de fornecedores, e, tão importante quanto,  o ganho intangível da sua imagem perante sua rede de stakeholders.

O grande desafio do Spoleto é  fazer chegar essa informação aos seus consumidores e parceiros. No caso dos consumidores, vale investir nos espaços das próprias lojas, nas bandeijas, nos pratos, nos copos, cardápios e qualquer outro espaço que se proponha a se comunicar com seu público alvo.

Está crescendo gradativamente o número de consumidores que compram produtos e serviços, pensando em preço, qualidade, rapidez, atendimento e agora, consideram também se o seu fornecedor ofereçe boas práticas na sua relação com os ativos água, ar, solo, energia, matéria prima e  resíduos. É o caso de unir a fome com a vontade de comer de forma sustentável.

Olhando para os Shopping Centers como parceiros, as lojas Spoleto que estão aderindo ao Projeto 21 passam a se tornar um ponto de referência e um ponto de honra para os Shoppings que poderão oferecer esse tipo de tecnologia e informação para os seus clientes. Sem contar que os vizinhos da praça de alimentação, podem se inspirar e se motivarem a desenvolver seus próprios Projetos Sustentáveis.

A partir daqui compartilho com os Habitantes Verdes um texto que recebi da assessoria de imprensa, que mostra as inovações e conquistas do Spoleto através das medidas que foram tomadas em suas lojas :

O restaurante Spoleto do Pátio Brasil acaba de inaugurar sua nova estrutura sustentável:

Baseadas no Projeto 21 do Spoleto, as reformas trazem inovações como:

O Projeto 21: Em maio de 2010, o Spoleto lançou seu modelo de negócio sustentável, que já responde pelo aumento de 7% na margem líquida dos restaurantes em operação no país, inclusive a primeira flagship recém-inaugurada no Rio Sul Shopping. A projeção da maior rede de culinária italiana do país é chegar a 80 unidades do modelo Spoleto 21 até o final de 2011 (35 novas e adaptação de 20 já abertas) e alcançar uma economia/redução de:

–         607.680 kg de gás;

–         74.880 m3 de água;

–         7.200 litros de produtos de limpeza não lançados na natureza;

–         640 funcionários com aumento salarial de 50%.

 Quais são as mudanças efetivas?

Fogão – Fornecedor: Topema: o fogão a Gás foi substituímos por sistema de indução. Desta forma, reduz o calor da loja (melhor condição de trabalho para os funcionários) e não realiza mais queima de CO² (não há mais fogo na loja), reduzindo também o risco de acidentes como queimaduras de funcionários e incêndio.

Exaustão – era usada a exaustão convencional (com dutos e coifa) e atualmente foi substituída por sistema de exaustão embutida no próprio fogão de indução. Como a operação do Spoleto não utiliza nenhum tipo de frituras, o modelo de exaustão tipo ventless e carvão ativado  atende perfeitamente, não sendo necessária a utilização de recursos naturais para execução de todo o material de exaustão.

Pista fria (refrigerada) – Fornecedor: Ppienk: alteração do modelo de pista fria – maior e com divisórias para os recipientes – para que possa otimizar as atividades de reposição dos produtos no atendimento e garantir a temperatura adequada nos produtos/ingredientes.

Ingredientes pista fria – hoje 70% dos produtos já chegam processados ou prontos aos restaurantes, evitando manuseio na própria loja.

Utensílios – eram utilizados Bowls (potinhos de porcelana brancos, em tamanho pequeno) para expor os ingredientes da pista fria. Foram substituídos por GN’s – outro modelo de recipiente usado na indústria de restaurantes. Os novos são em tamanho maior, não quebram e têm mais facilidade na operação por reduzir a reposição, ter uma melhor troca de ar frio e melhor visual para os consumidores.

Máquina de lavar louça – Fornecedor Nepper: controle e economia de água e diminuição dos produtos de limpeza. Rapidez no processo de lavagem

Frigideiras – Fornecedor Tramontina. Aumento no número de frigideiras, pois devido ao novo processo de lavagem, as mesmas são acumuladas para evitar desperdício de água.

Operador 21 – funcionários multifuncionais (registro em carteira como operador de loja ou atendente): todos os funcionários são treinados para exercerem múltiplas funções. Também devido às mudanças relatadas acima, diminuiu o escopo de trabalho principalmente da equipe interna do restaurante (responsável pela lavagem e processamento dos produtos, por exemplo).

Sobre o Spoleto – Líder no segmento de culinária rápida italiana no Brasil, o Spoleto – maior empresa do sistema Umbria – possui atualmente 301 restaurantes, 273 no Brasil e 28 no exterior (26 no México e duas na Espanha). Presente em 23 estados brasileiros e no Distrito Federal, a maior concentração de lojas está em São Paulo (92) e no Rio de Janeiro (60).

Operação Spoleto

Operação Spoleto

Loja do Spoleto

Loja do Spoleto

Sustentabilidade é para Sempre!


Hoje de manhã circulei pelo Blog do Guilherme Brammer e lá achei suas reflexões sobre uma pesquisa chamada Sustentabilidade Aqui e Agora. Tal pesquisa foi patrocinada pelo hipermercado Walmart do Brasil e Ministério do Meio Ambiente do Brasil, realizada pela Synovate do Brasil e divulgada pelo Portal Envolverde do Jornalista Dal Marcondes.


A pesquisa completa pode ser lida nesse link:  Sustentabilidade Aqui e Agora

 

De fácil leitura e com gráficos coloridos e informativos, a pesquisa  traz para seus leitores um amplo panorama dos ativos que envolvem sustentabilidade ambiental: água, energia, resíduos, ar, matéria prima e solo bem como as novas e necessárias atitudes ao lidar com todos eles: Reciclagem, Redução de consumo, Reutilização de produtos, Recusar produtos que agridem o meio ambiente e Repensar a produção dos antigos produtos ou dos novos, dos  fazendo uso de matéria prima renovável ou aquelas que menos emitem gases de efeito estufa!

5 Rs Reciclar, Reduzir, Repensar, Recusar e Reutilizar

5 Rs Reciclar, Reduzir, Repensar, Recusar e Reutilizar

 

Os números demonstrados na pesquisa indicam que a nossa atitude precisa ser rápida e deve cobrir todo os nossos personagens. O Habitante Verde de cada um deve atuar rápido dentro de si, porque Governo, Escolas e Empresas são formadas – ainda – por pessoas,. Portanto, seremos nós os responsáveis por essa grande transformação no relacionamento Ser Humano x Meio Ambiente. Nossa capacidade de esgotar os recursos naturais foi tremendamente eficaz nas últimas décadas e tudo converge para um mesmo motivo: Consumo do Ter!

O antídoto para reverter nosso eficaz processo de destruição do meio ambiente será a busca pelo Consumo do Ser! Para acordar e fazer valer esse tal Consumo do Ser, teremos que fazer valer os mesmos critérios existentes na evolução do Ser Humano. Ou seja, aquele que mais apresentar transformações rumo ao comportamento de um Habitante Verde, terá que ser premiado por Governo e Empresas através de redução de impostos e pontuação na compra de produtos, por exemplo.  Por outro lado ( o lado cinza ), aquele que se mantiver como um simples Terráqueo terá ser premiado com multas, taxações enfim, incentivos econômicos para provocar intensa reflexão interna e fazer entender a si próprio que sua mudança vale muito para si e para os outros.


Sustentabilidade é para sempre, caso a sociedade civil tenha a intenção de viver em equilíbrio com os recursos que ainda são produzidos pelo Meio Ambiente! Ou, por alguma crença ou intuição, esteja considerando que poderemos nos mudar para algum outro Planeta no Universo.


 

Dá para pintar de Verde nossa Educação ?


Dá!  Com certeza!

Quando escrevi sobre o personagem Habitante Verde no texto Quem é o Habitante Verde ? refleti sobre a importância dessa transformação dentro das pessoas adultas, e um dos personagens é o Educador Verde.  Ao Educador Verde, digo que basta dar bons exemplos para atingir o caminho mais rápido e eficaz na educação dos nossos pequenos. Cabe a ele mostrar, na prática,  a nova maneira de se relacionar com o meio ambiente: água, energia, solo, resíduos e ar. É sobre o Educador Verde que quero dividir experiências e conhecer mais!

Não tenha dúvidas que sua atitude em casa e em todos os lugares, irá fazer chegar até a mente e instinto dos seus filhos, uma intensa e cristalina mensagem. Essa mensagem será determinante para lhe dizer como devemos proceder no uso da água, energia, solo, resíduos e ar. Gestos intimamente ligados aos 5 Rs de Reciclar, Reduzir, Repensar, Recusar e Reutilizar – já serão uma boa referência de exemplos a serem seguidos.

Em contrapartida, vai te ajudar, e a eles também, se você repete hábitos pintados de verde! Exemplo fácil é estimular a leitura de livros infantis que abordem o tema de maneira leve e divertida! Esses livros podem ser lidos com eles, estando eles, os filhos, no seu colo, daquele jeito que nossas Mães e Avós contavam historinhas para gente quando não tinham que competir com as TV´s, Jogos, Internet, etc. Se puder, evite os termos técnicos, o sentimento que o mundo pode acabar e outras abordagens mais contundentes, conte uma história, mude a voz conforme o personagem e outras técnicas que funcionem para sua turminha.

Aqui em casa minha dupla foi promovida aos cargos de Guardiões dos Recursos da Terra! Esse tema foi inspirado nos livros de Rachel Biderman e Sandra Marcondes, que abordam as dicas do Tio Fabio sobre tudo que devemos re-aprender no trato com os recursos do Planeta. São 5 livros:

Guardiões do Clima da Terra

Guardiões do Clima da Terra

Guardiões da Mata Atlântica

Guardiões da Mata Atlântica

Guardiões da Limpeza da Terra

Guardiões da Limpeza da Terra

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Todos  abordam de forma leve e lúdica, como devemos nos re-educar e educar nossos pequenos para o atual cenário de transformação que estamos vivendo.

 

Lá em casa já foram lidos os  livros e agora, com ajuda da Escola Soletrar , estamos compartilhando com os amiguinhos da sala de aula.

 

A idéia é que os livros circulem pelas casas dos Educadores – Mães e Pais – para dividir e compartilhar esse conhecimento, tão importante quanto todas as outras disciplinas tradicionais de um curriculum escolar.

No final, você tem uma surpresa:  um Certificado! Mas não vou dizer para quem é, e sobre o que é, para não tirar sua expectativa, ok?

Guardiões da Camada de Ozônio

Guardiões da Camada de Ozônio

Guardiões da Água do Planeta

Guardiões da Água do Planeta

Dá para  fazer mais? Dá!

Ganhei de presente de um amigo de longa data, 3 jogos que lembram muitos os jogos da querida infância! O que

muda ? É que todos estão atualizados com os temas da Ecologia, Reciclagem e o novo Mercado das Práticas de Sustentabilidade.

Quer brincar e educar ao mesmo tempo ? Escolha um dos três, lembre do seu tempo de criança e sente no chão para se dive

rtir com os seus pequenos! Quem vai educar seu filho são os jogos, você vai estar dando o prazer da sua companhia e, se possível ,dando uma dica aqui outra ali de como tratar água, energia, solo, resíduos e ar dentro do seu lar e em todos os lugares!

Todos os jogos você encontra na Loja do Rogério: http://www.toysrio.com.br/

Pode ir lá com calma e segurança. Frequentei essa loja de 1974 até 1978, quando ainda se chamava Guri Lar. Lá no Méier!

Quem gostava do WAR irá curtir o ECO Planeta! Quem era fã do Banco Imobiliário, irá curtir o Mercado Sustentável! Quem ainda chama resíduo de lixo, irá chamar só de resíduo e reconhecer que lixo é o nome da a nossa atitude quando não tratamos resíduo como resíduo.

Por último, não se surpreenda quando eles começarem a dar bons exemplos para vocês, Educadores!

 

Mercado Sustentável

Mercado Sustentável

Recicla Mundo
Recicla Mundo

 

Eco Planeta

Eco Planeta

Relatório de Atividades do GVces mostra muitos gols.


O Relatório de Atividades do GVces, Centro de Estudos em Sustentabilidade da EAESP, mostra porque o seu time anda marcando vários gols no protagonismo do tema da sustentabilidade. A versão de 2009 oferece significativa inspiração e exemplo para que as demais Instituições de Ensino se motivem a construir essa competência dentro das suas administrações. Cada uma pode construir seu núcleo conforme sua cultura, maturidade e identidade. Dessa forma, irão acelerar sua contribuição e participação como entidades formadoras de opinião no cenário da sustentabilidade e de  transformação cultural.

O Relatório destaca temas extremamente relevantes para sociedade, empresas e governo, todos desenvolvidos pelo time do GVces, com ajuda de Empresas Parceiras e Apoiadoras. Os principais tópicos do Relatório são:

– Desenvolvimento Local e Produção Sustentável;

– Sustentabilidade Empresarial e  Global;

– Finanças Sustentáveis e Consumo Sustentável;

– Revista Página 22;

– Educação,  Comunicação e  Publicações;

– Sua Equipe, Parceiros e Apoiadores de 2009;

Compartilho com o time do GVces a sugestão de publicar no Relatório de 2010, informações que contem a pegada e a gestão dos recursos utilizados no dia-a-dia da Fundação Getúlio Vargas, em todos os seus Campos. Ou seja, compartilhar seu consumo de água, energia, inventário de GEE e gestão dos seus resíduos, como também seu plano de redução, otimização e educação do seu público interno.

Com isso,  a frase ” Casa de ferreiro, espeto é de pau ” nunca irá se conectar com sua marca. Em outras palavras, todo esse conteúdo rico e inovador  que está sendo produzido pelo GVces, poderá também ser aproveitado pela equipe de gestão ambiental da própria FGV, ampliando assim seu leque de contribuição para seus Stakeholders.

O Relatório na sua integra pode ser baixado nesse link, pois está disponível  no site do GVces

Toda equipe do GVces está de parabéns pois são projetos de resultados mensuráveis e de benefícios de longo prazo.

Trata-se de um caminho de mudança cultural.

Relatório de Atividades do GVces de 2009

Relatório de Atividades do GVces de 2009

Rethink, Rebuild e Report – Reunião Mundial do GRI.


Nos dias 26, 27 e 28 de Maio de 2010, aconteceu em Amsterdan a Conferência Mundial do GRI Global Report Initiative com foco em Sustentabilidade e Transparência. Foi chamada de Rethink, Rebuild e Report.

Melhor do que escrever o que aconteceu por lá, é ouvir da vozes  que estiveram presentes, as mensagem que deixaram durante os 3 dias.

Se você tiver interesse em se capacitar no desenvolvimento da metodologia GRI, nos dias 22 e 23 de Junho será ministrado em São Paulo um treinamento através do Instituto  UniEthos. Clique aqui para conhecer o escopo e valores.

Compartilho aqui alguns vídeos para conhecimento de todos:

O Papel do Líder da Sustentabilidade Corporativa


O Papel do Líder da Sustentabilidade Corporativa


Sabemos que são poucas as empresas que já designaram o seu líder na competência da sustentabilidade corporativa. Nas empresas multinacionais, esse profissional é chamado de CSO – Chief Sustainability Officer, seguindo a moda das siglas como CEO, CFO, CIO, CTO dentre outras. Nas empresas nacionais, pode ser chamada de Diretora ou Gerente de Sustentabilidade.

O nome do cargo é escolhido conforme a cultura e práticas de recursos humanos de cada empresa. O mais importante aqui é refletir e debater sobre a missão desse importante profissional no novo cenário empresarial.

Se essa competência é, de fato, uma prioridade para a empresa, esse líder se reportará diretamente para ao CEO ou Presidenta. Nesse nível de reporte, a empresa informará claramente para a organização e aos seus stakeholders, que a Sustentabilidade Corporativa passará a ser uma competência estratégica para o seu negócio.

O  perfil comportamental dessa profissional deverá estar relacionado à sua capacidade de atuar como agente de transformação como também um excelente nível de relacionamento interpessoal. Ela transitará e atuará com todas as organizações, devendo abrir e manter portas abertas com  seus pares e colaboradores. Uma dose ajustada de bom humor e paciência, ajudará bastante, porque nem todos os profissionais são maduros e preparados  para reconhecer na sustentabilidade corporativa, algo importante para empresa na sua totalidade. Seja dentro ou fora dela.

É possível listar as principais atribuições da Líder da Sustentabilidade Corporativa, contudo, cada CSO ou cada Executiva deverá moldar esta competência considerando aspectos como necessidades imediatas de cada empresa, sua maturidade frente ao tema e seu respectivo mercado.

Podemos contextualizar suas atribuições dentro dos âmbitos externo e interno à empresa:

Atuação externa:

Ser porta-voz e formador de opinião sobre a Sustentabilidade Corporativa através da publicação de artigos, palestras, exposição de projetos da empresa e debates com seus pares;

Relacionar-se com líderes do pensamento em sustentabilidade corporativa, mantendo-se como canal aberto de comunicação;

Trabalhar com Marketing de Comunicação para posicionar a empresa como player focado na sustentabilidade corporativa;

Acompanhar os passos da concorrência local e global e promover estudos de análise de tendências de mercado e tecnologias;

Incentivar, coordenar e permitir a colaboração da empresa em projetos de sustentabilidade e melhores práticas, sempre observando o contexto no qual a empresa está inserida;

Representar a empresa junto aos órgãos governamentais e institucionais diretamente ligados ao tema da sustentabilidade;

Atuação interna:

Ω Desenvolver uma visão estratégica para a empresa, garantindo que a competência da sustentabilidade permeie toda a  organização;

Ω Interagir com a organização para coordenar recursos em todas as áreas visando o compartilhamento de idéias, tecnologias, processos e melhores práticas;

Ω Incentivar e promover a participação de todos os colaboradores;

Ω Trabalhar com Marketing de Produto e Serviços para estabelecer plano de ação para promover ajustes nos produtos atuais e futuros, maximizando os índices de sustentabilidade no seu desenvolvimento, embalagem, entrega, logística reversa e descarte;

Ω Trabalhar com Setor Jurídico para garantir aderência às leis e legislações de cunho ambiental;

Ω Desenvolver uma equipe de profissionais de sustentabilidade na empresa e suas linhas de negócios, aproveitando os recursos existentes e mobilizando outros apoios, com objetivos de promulgar uma mudança de cultura, políticas e melhores práticas.

Ω Criar Key Performance Indicators para serviços e produtos visando componentes da sustentabilidade;

Ω Avaliar aplicabilidade por exigência ou boas práticas de certificações como ISO 14001, Sistemas de Gestão Ambiental, Gestão das Emissões e Mitigações de GEE (Gases de Efeito Estufa)

Ω Garantir implantação e efetiva manutenção de um plano de redução de resíduos, bem como de transformação destes em matéria-prima a ser reciclada;

Ω Desenvolver com a área de compras, políticas de compras sustentáveis, criando um ranking para os fornecedores que deverão  se comprometer a trabalhar com essa competência nos seus negócios;

Ω Criar medidores de eficiência energética, hídrica e de qualidade do ar;

Ω Promover programas de treinamento e desenvolvimento contínuos dos colaboradores para que se comprometam tanto dentro da empresa como em seus lares;

Ω Aderir às boas práticas da empresa tais como governança corporativa, gerenciamento de projetos, dentre outras;

Ω Apresentar relatórios periódicos dos principais KPIs;

Ω Coordenar e apresentar o relatório anual de sustentabilidade.

Finalizo reforçando que o CSO é uma realidade em poucas empresas e um futuro não muito distante para as demais.

Prometo retornar em breve, falando do CSO inserido em cada tipo de indústria e mercados e seu papel na transformação de empresas cinzas e Verde$.

Legalização da Corrupção


Legalização da Corrupção

Com esse título muitos não irão investir seu tempo para ler essa reflexão, mas, mesmo assim vou arriscar! Já foi possível legalizar os humanos de cor não-branca, ou seja, alguém, um dia achou que brancos e negros eram diferentes a ponto de serem segregados. Vida longa ao Presidente Obama ( Negro com cara de Sambista ou ponta direita do Flamengo) , um dia, alguém também achou que Mulher era diferente de Homem. Acertou, mas, exagerou quando disse que eram seres inferiores e não podiam votar, usar calças compridas, jogar futebol, sentir orgasmo enfim, um monte de coisas que só Homens podiam. Que bom que esse alguém mudou. Só não avisou a Igreja, mas tudo bem! Esse mesmo alguém ou outro alguém, também, um dia achou que as opções sexuais das pessoas também poderiam ser motivos para segregá-las, hoje essas barreiras também estão sendo quebradas.

E agora, quais serão os próximos passos dos humanos? O que iremos legalizar? As drogas podemos dizer que estão bem encaminhadas. Depois que alguns países passaram a tolerar os usuários de drogas, faço disso minha leitura como mais um passo para legalização das drogas que não paga impostos. É um processo irreversível porque NUNCA iremos deixar de ter os clientes e usuários das mesmas. Nunca! Desde que nos tornamos humanos, a história mostra essa antiga necessidade de “ estar em estado alterado de consciência ”. O problema é que hoje pode com drogas como álcool, cigarro, remédios, chás, ervas e por ai vai ! E não pode, ainda, com outras. Legalizar é questão de tempo. Tempo necessário para regularizar e criar normas e procedimentos de uso, aquisição, distribuição, produção, legislação e todas as etapas necessárias para construir um mercado. De novo, esse mercado já existe e irá existir enquanto a humanidade estiver habitando esse Planeta. Falta somente criar e determinar as regras que visem sua legalização.

Assim, só me passa pela cabeça que nos sobra a legalização da corrupção! Seja, ela no âmbito publico envolvendo Governo, Estados e Políticos bem como no âmbito corporativo, envolvendo as Empresas, clientes e consumidores. Corruptos e Corruptores seriam incluídos nessa legalização.

Da mesma forma como nós escolhemos nossos políticos para propor Leis novas e também investigar e supervisionar as Leis vigentes, poderíamos, também, delegar para eles também, a missão de debater esse tema, bem como propor sugestões e idéias que pudessem legalizar toda a relação que envolve a corrupção. Não sei, algo me diz que a experiência deles poderia trazer a tona muitas soluções para tirar dos bastidores esse tema, que toda semana emerge nos noticiários e, que ao mesmo tempo poucos ou quase ninguém consegue ser julgado ou condenado. Criar uma taxa para poder decidir ou influenciar uma decisão, promover uma reforma política que diminua o número de partidos e com isso fique mais fácil de controlar a comercialização de votos, criar leis e punições de rígidas para não cumprimentos das normas de corrupção, definir uma justiça e tribunais específicos para cuidar dos casos que venham a descumprir as regras estabelecidas entres corruptos e corruptores. Entendo que as soluções e sugestões são muitas.

Outra sugestão seria mapear o perfil dos corruptos e corruptores para que essas informações indiquem procedimentos que irão constar no processo de legalização. Por exemplo: Uma construtora não oferece dinheiro para que alguém interfira em seus interesses. Elas apenas incentivam pessoas a terem idéias criativas para que possam obter ganhos em suas metas de crescimento e rentabilidade.

Se não legalizar a corrupção, alguém sabe dizer como resolver essa epidemia ?

Pense duas vezes se for re-eleger alguém!

Não Reeleja Ninguém

Não Reeleja Ninguém

Clip de uma música de Zé Ramalho, contando sobre as estripulias de Brasília :

Os Quatro S


Primeiro, vamos relembrar rapidamente as letras P, C e A, fundamentais para administração do marketing tradicional uma vez que, de certa forma, já estão aplicadas no dia-a-dia das Empresas, além de estarem também muito bem divulgadas por diversos livros, gurus e toda literatura em geral.

Com base nos conceitos principais do marketing, temos as quatro letras P representando os seguintes aspectos estratégicos:

P de Produto, onde tudo começa, onde algo é criado, adaptado para satisfazer necessidades e vontades dos Clientes e das Empresas.

P de Preço, com o qual se cumpre a missão de valorar o produto, de cobrir seus custos e de buscar a rentabilidade desejada.

P de Promoção, onde vamos escolher as vitrines, os caminhos e locais que irão divulgar nosso produto.

P de Praça, onde de fato iremos fazer chegar as mãos dos Clientes e Empresas o nosso produto.

Depois dos 4 P’s, foram adicionadas as quatro letras C, que podemos representar como:

C do Cliente, no qual devemos concentrar toda nossa atenção, pois serão eles que irão de fato consolidar o sucesso de um Produto, de uma Empresa e de um Mercado.

C de Custo, fundamental para garantir a lucratividade do produto. Está se tornando tão importante que algumas Empresas oferecem bônus e variáveis para novas vendas, assim como também oferecem benefícios semelhantes para os profissionais que reduzem seus custos.

C de Conveniência, na qual devemos concentrar atenção em buscar as praças que sejam de alcance e interesse do nosso público alvo. Temos que ir até o Cliente e não ele até nós.

C de Comunicação, Sempre falar a língua do cliente, no seu idioma, no seu tempo, buscando sempre adequar que nossa mensagem esteja sendo bem assimilada.Aqui não vale terceirizar para o Cliente a responsabilidade em entender seu Serviço.Esse esforço deve ser seu.

Agora as quatro letras A:

A de Análise, identificar e organizar as informações necessárias para um processo de tomada de decisão, equilibrando aqui um pouco de intuição com razão e, se antecipando na percepção de novas oportunidades, tendências e ameaças, agindo sempre, sempre pró-ativamente e não reativamente.

A de Adaptação, os hábitos e necessidades mudam, se transformam no seu tempo, na sua lógica, portanto, os produtos precisam ser concebidos não de forma rígida e sim sabendo, que um dia eles terão que ser modificados, ajustados e adaptados.

A de Ativação, feita a revalidação do produto, com base nas informações obtidas pelas pesquisas, feita também a re-engenharia necessária para melhor adequar às necessidades de mercado, temos que ativar e garantir que as mudanças sejam realizadas com sucesso.

A de Avaliação, é onde os profissionais de marketing precisam estar constantemente e incansavelmente buscando a contínua melhoria dos indicadores do seu produto e tomando as ações necessárias.

Chegou o momento das quatro letras S:

Produtos tangíveis nunca deixarão de existir, porém, se tornaram commodities e só terão valor se forem associados diretamente a uma forte estratégia de serviços e uma enorme atenção e qualidade no pós-venda.

Empresas saíram das trevas e das ruínas, porque concentraram sua estratégia em Serviços. Vivi intensamente a virada histórica da IBM, que se tornou uma referência nesse tema, pois deixou de ser uma empresa de equipamentos, de caixas e de computadores para se tornar líder na área de Serviços no seu segmento.

Outro exemplo, e muito bom, são das Empresas de Telecomunicações, que outrora eram Empresas de Telefonia e agora estão a passos largos para ser tornarem Empresas TIC (  Tecnologia da Informação e Comunicação ). De novo, Serviços operando profundas transformações nessas Empresas.

S de Serviços, Onde o marketing deve se concentrar para que eles se moldem conforme necessidades dos Clientes. Já que são considerados intagíveis, que pelos menos possam ser mensuráveis e com isso, se possam estabelecer o que chamamos de nível de serviço. Podemos citar aqui incontáveis exemplos de como é possível mensurar serviços: prazos de entrega, prazos mínimos para ser atendido pelos Calls Centers, que hoje deixaram de atender os Clientes e estão causando transtornos psicológicos e jocosos pois conseguem na sua maioria fazer o contrário, ou seja, não atendem, apenas desatendem. Poderíamos esticar esse tema e comentar os importantes investimentos em treinamento que as Empresas estão realizando para adequar a atitude e comportamento dos seus profissionais quando em contato com seus Clientes, etc. O mais importante aqui é caminhar para quebra do paradigma que Serviços podem e devem ser mensuráveis.Ler um bom artigo sobre S.L.A  ( Service Level Agreement ) pode enriquecer bastante essa conclusão.

S de Satisfação, Assumindo que o Serviço pode ser mensurado, nada melhor que poder mensurar também a satisfação do seu Cliente ou do seu Público através de pesquisas quantitativas e qualitativas e, que não pare por ai. É importante que esses números estejam muito bem correlacionados com os bônus, os salários variáveis e a participação nos lucros para que o Cliente Satisfeito não seja uma tentativa e sim uma meta a ser atingida por todos.

S de Sustentabilidade, que esse Serviço tenha suas características intrinsicamentes ligadas a todas as políticas e procedimentos relacionados com a sustentabilidade do planeta, do seu segmento e também da Empresa a qual ele esta sendo prestado. Ele precisa preencher a necessidade daquele momento, mas também estar atento ao futuro, ampliando sua gama de funções.

S de Socialização Global, Se o Serviço foi criado e customizado aos moldes do Cliente, se ele pode ser mensurável , se esses números poderão ser comparados com a satisfação desse Cliente e se esse serviço se preocupará com a sustentabilidade, cabe agora que ele seja inserido e adaptável a todos os Continentes e as mais variáveis culturas que irão influenciar na sua contratação e percepção.

Fica aqui uma reflexão para que o mundo acadêmico possa ampliar a crescente, a enorme e irreversível importância no sentido de conceituar, delimitar e colocar em discussão tudo que esteja relacionado com Serviços. O próximo capítulo desse tema, quem sabe, seria aprofundar a discussão de cada um dos S.

Ao seu Serviço,

Fabiano Facó

%d blogueiros gostam disto: