Satisfação de Clientes e Remuneração Variável


No final dos anos 90, vividos intensamente na IBM, um determinado treinamento me marcou bastante!

Naquela época a IBM aqui no Brasil estava se re-inventando pois passava por um processo de transformação de uma empresa de equipamentos para se tornar uma empresa de serviços. Todos os projetos relacionados com esse tema eram vitais pois significava o processo de renascimento da Empresa! Se esse caminho não tivesse tido o sucesso que teve, hoje a IBM poderia ser apenas uma bela história!

Um desses treinamentos relacionados com Satisfação de Clientes contava que ao viver uma experiencia de compra de produtos ou de serviços, o Cliente vive duas situações marcantes! São elas :

– Se ele é bem atendido e se sente satisfeito com tal experiencia ele conta para no máximo 5 pessoas e olhe lá! Ele pode até não indicar aquela empresa ou produto, porém, conta naturalmente sobre sua satisfação.

– Agora, se ele é mal atendido, se o produto não funciona como ele esperava, se o serviço não é entregue no prazo combinado, tudo isso e muito mais tende a gerar uma insatisfação, uma frustração e até mesmo o sentimento que foi enganado. Absorvido esse impacto, esse Cliente conta para mais de 25 pessoas sobre tal Empresa e nesse caso, até mesmo recomenda que não compre tal produto ou serviço.

Trazendo essa experiencia para os dias de hoje e amanha, esses números de 5 e 25 devem estar se multiplicando por milhões, pois tanto um lado como o outro podem estar constando em um blog, em um site de relacionamento e por ai vaí!

Essa experiência na IBM eu fiz questão de levar para a AT&T e lá compartilhar com meu time de gerentes e coordenadores. Ao assumir a posição de Diretor de Operações, minha remuneração era calculada considerando dois grandes indicadores por metas atingidas: custos e satisfação de clientes.

Como nossa área era responsável pelas atividades de suporte a vendas, implantação, operação, gestão com fornecedores e relacionamento com Clientes, ou seja, com todo o pós-venda, criamos um procedimento para que o nosso salário variável fosse medido pelo resultado direto da pesquisa de satisfação com todos os principais clientes e com uma amostragem de outros de pequeno porte. Assim, com esses números, era possível calcular o que iria incidir no salário variável dos Gerentes e Coordenadores de todas essas funções!

Foi a maneira que encontramos de transformar Satisfação de Clientes num procedimento mensurável e não apenas num discurso de EndoMarketing. Dessa forma, era possível buscar o comprometimento de toda nossa organização em prol da manutenção e crescimento dos Clientes em nossa base. Assim, ficávamos em sintonia com o time de vendas, pois se tornava mais difícil cair na zona de conforto e refletir sobre o atendimento ao Cliente, seja no modo de agir, conversar, responder um email e procurar atingir e ou superar suas expectativas.

Nosso jargão em todas as reuniões de planejamento, kick-off, reconhecimento, etc era sempre voltado para lembrar que:

– Quem paga nosso salário não é nosso Chefe e sim nosso Cliente!

S L M – Antes e Agora


As empresas de tecnologia já fizeram seu papel quando transformaram seu negócio de hardware para serviços.
Hoje, estamos acompanhando as empresas de telecomunicações que seguem o mesmo caminho: transformando suas tradicionais ofertas de telefonia e circuitos, também em serviços. Se juntas, caminham para se tornarem empresas TIC – Tecnologia da Informação e Comunicação.

Essas transformações acontecem num momento onde a customização de serviços e de soluções, cada vez mais se tornam um diferencial, tanto na oferta para empresas como também na segmentação dos consumidores. Ou seja, cada vez mais estão altamente direcionadas e individualizadas.

Entendido esses momentos recentes, fica fácil assimilar por que o SLM era algo cujas atenções eram mínimas. Nessa transição de empresas de hardware e telefonia para serviços, os primeiros contratos e respectivas soluções ainda tiveram que passar por um árduo processo de aprendizado tanto por parte dos Provedores como dos Clientes.

Agora, hoje em dia, isso vem mudando acentuadamente dos dois lados:

No lado do Cliente, ele aprendeu e acumulou experiência suficiente para entender que sua estratégia de sucesso deve considerar o Outsourcing de TI e Telecomunicações para preencher suas necessidades de negócios. Ele já teve sua experiência na contratação desses serviços e, no momento da renovação do seu contrato atual, já considera procedimentos como RFI, RFP e metodologias de gestão de contratação e gestão de contratos como fatores a serem considerados na hora de decidir se faz essa renovação ou se opta por outro Provedor.

Olhando pelo lado do Provedor, podemos dizer que o aprendizado ocorreu na mesma proporção. Desde aspectos de re-engenharia organizacional, com foco em Serviços, nas transformações de suas métricas de SLO (Service Level Objective) em métricas de SLA (Service Level Agreement), enfim, podemos citar inúmeras situações. Uma delas é considerar que os resultados de determinados contratos geridos pelo SLM, já podem ser associadas ás regras que determinam o perfil de remuneração variável de sua organização. Como exemplo, podemos considerar que os indicadores de pesquisa de satisfação de Clientes, podem e devem exercer uma importante influência na composição da remuneração variável dos executivos ligados diretamente á qualidade da Prestação de Serviços.

Agora chegou o momento de o Cliente e o Provedor investirem na importância de considerar o SLM – Service Level Management como uma disciplina mandatória como fator de sucesso desses contratos e estratégias de avaliação de seus Provedores.
Antes de refletirmos sobre o SLM, estamos assumindo que existe por parte de ambos, Cliente e Provedor, um esforço anterior para identificar uma significativa cumplicidade entre as Empresas. O Provedor deve entender bastante sobre processos, cultura, rotinas e funcionamento do Cliente. Deve se dedicar á conhecer os Consumidores e Mercado desse Cliente. Somente assim, a Solução do Provedor terá o nível de customização pretendido por esse Cliente e, os indicadores de SLA irão refletir o resultado desse entendimento.

Vividas essas duas etapas, chegamos ao SLM. O SLM será responsável por gerenciar as métricas, de forma automatizada e profissional, considerando ferramentas, processos e metodologias pré-acordas e, com isso, fornecerá informações que irão determinar se o contrato está sendo respeitado por ambas as partes, se os indicadores de desempenho realizados estão em linha com os indicadores pretendidos, se o contrato está gerando penalidades excessivas. Enfim, o SLM irá tangibilizar em números as expectativas em relação ao serviço contratado.
O SLM demonstra compromisso com Governança Corporativa entre as Empresas e, para tal deve se tornar uma disciplina mandatória e indispensável nos contratos de Outsourcing e/ou Prestação de Serviços Gerenciados. Pode também, ser inserido nas estratégias de remuneração de executivos nas Empresas, influindo positivamente nos aspectos de bonificação variável conforme metas atingidas em contratos regidos por SLM.

SLM não é uma simples ferramenta de operações e de gestão de performance.Se bem implementada, torna-se um indicador financeiro dos seus objetivos estratégicos e um forte aliado na imagem de um Provedor que agrega valor ao negócios do seu Cliente.

O Cliente que exige o SLM e o Provedor que fornece SLM, estão dando exemplos de maturidade no segmento da Prestação de Serviços.

Abraços, Fabiano Facó

Ciscando com a CISCO


Hoje minha irmã, que muito pouco conhece desse mundo de TI e teleComunicações, que já está sendo conhecido pela sigla TIC, me ligou perguntando qual impacto na internet dela com relação às noticias recentes sobre a participação da CISCO por suposto envolvimento nas fraudes com procedimentos de importação dos equipamentos.

Fiquei surpreso com a pergunta dela e com isso aumentei a minha percepção do quanto, nós, os profissionais desse mercado, devemos sair em defesa da marca CISCO, deixando clara a sua importância na história da internet, na qualidade dos seus equipamentos e, principalmente pelos profissionais que lá estão e que serão responsáveis por mostrar ao mercado que a CISCO em muito breve estará virando essa página.

Alguém saberia listar o tamanho da dependência da internet mundial em relação aos equipamentos da CISCO? Dependência aqui está descrita no bom sentido da palavra.

Quantas Empresas estão hoje e, melhor, vão continuar contando com os equipamentos da CISCO para garantir as comunicações e transações dos seus negócios?

Enfim, os equipamentos, os serviços e principalmente os profissionais da CISCO devem ser preservados nesse momento para que a continuidade dos negócios com seus Clientes, Fornecedores, Governo e Concorrentes sejam conduzidos em paralelo as investigações que irão seguir seu curso normal.

Eles mesmos devem olhar para as suas carreiras e se sentirem orgulhosos de onde estão, porque, cá entre nós, é um belo desafio profissional e pessoal poder passar por essa experiência, que, literalmente nos tira de qualquer zona de conforto e também testa ao extremo nossas habilidades de relacionamento interpessoal. Tudo isso no tocante ao clima organizacional entre os profissionais da CISCO e, principalmente junto aos seus Clientes e Fornecedores.

Em breve um nome será escolhido para nova função de Presidente da CISCO, com um ilibado (sempre quis escrever essa palavra, pelo seu significado quase utópico) currículo profissional e pessoal.

Pessoal, sim, porque seu histórico profissional deverá trazer um forte componente de ética, bom relacionamento com o Governo, respeito pelos funcionários e, de preferência, aproveitar esse momento para de vez, transformar a CISCO, ainda uma empresa que depende da sua renda nos seus produtos de “caixa “ numa Empresa com forte ênfase em Serviços.

Tal qual o caminho seguido pelas minhas queridas IBM e AT&T.

Agora vou ligar para minha irmã para deixá-la tranqüila que sua internet vai continuar funcionando.

Também, daqui de longe, vou observar as oportunidades de negócios que irão surgir em conseqüência desse capítulo; head hunters, concorrentes, agências de comunicação e publicidade, escritórios de advocacia e assessoria jurídica, artigos, reportagens, enfim, tudo isso que vai nos mostrar que a vida continua e, que os envolvidos diretamente ou indiretamente com esse capítulo poderão fazer as suas escolhas do que aprender ou não com esse episódio.

Tenho certeza que o time da CISCO do Brasil irá transformar esse momento em apenas um “ cisco no olho ” da sua história e que, em breve, estará “ ciscando ” novamente na mídia com boas notícias !

Um abraço aos Amigos da CISCO

10 passos para o SLM ou um Salto direto para o SLM


Nesses últimos meses andei pesquisando e ouvindo bastante como as Empresas Integradoras ou Provedoras (ou será que já podemos chamá-las de Empresas TIC?) estão estruturadas para atuar na disciplina de SLM no que diz respeito a contratos com seus Clientes.

Foi exatamente a partir dessa percepção que resolvi usar esse título nada criativo, porém, informativo. Por quê? Vamos aos porquês!

– Muitas delas ainda não praticam a disciplina de SLM em seus Contratos, sejam eles de Outsourcing ou Serviços Gerenciados. Em alguns casos, mesmo havendo o compromisso contratual em prática-lo.

– Muitas chamam o SLO de SLA e vice-versa.

– Muitas delas que já o praticam, executam-no ainda de forma bastante manual, demandando enorme esforço de profissionais e o uso de ferramentas que ainda não se relacionam corretamente entre si. Ou seja, podemos dizer, de forma artesanal.

Aqui está o momento que explica o título: a falta do uso de uma ferramenta específica para uma das principais disciplinas desse contrato, o SLM, causa uma demora em média de uns 10 dias para sua conclusão.

Durante esses dias equipes de profissionais se utilizam de planilhas eletrônicas e dados de diferentes ferramentas, para montar o cenário de SLM daquele contrato, daquele mês, daquele respectivo Cliente.

Enfim, vou me desculpar aqui, mas não vou contar os 10 passos e dias que levam para se concluir aquele SLM, pois não estaria dando nenhuma contribuição. Podemos sim, dar um salto para compartilhar os benefícios de uma Gestão de SLM, onde os profissionais estariam envolvidos somente na análise dos resultados e na criação de um plano de ação, ou seja, pensando e gerando valor.

Essa tarefa deve e pode ser delegada para uma ferramenta apropriada, moldada ao seu negócio, que interaja com as demais ferramentas de gerenciamento da sua Empresa. Essa mesma ferramenta estaria executando a função de garimpar as informações necessárias, executando as devidas correlações e entregando, de forma executiva, uma fotografia comparando o que consta no contrato versus o que foi realizado pela sua área de Operações. Ou seja, se o SLA foi ou não atendido.

Você Cliente, pergunte ao seu provedor como ele está cuidando do seu SLA. Antes, esteja preparado para ouvir a resposta, porque se o seu Provedor não está lhe entregando um SLM, que administra as informações para saber se o SLA foi ou não atendido, com a devida automação, você deve estar preparado para lhe pedir isso.

Cabe lembrarmos que “O que não é medido, não é gerenciado“, portanto vamos direcionar o foco e olhar para o SLM como uma disciplina de negócio e não meramente como uma ferramenta técnica.

No SLM sabemos se estamos entregando aquilo que assinamos no contrato com nossos Clientes. Também, no SLM, sabemos se estamos pagando multas excessivas que podem comprometer a lucratividade do nosso contrato e, principalmente a nossa relação de longo prazo com esse Cliente.

Abraços, Fabiano Facó

Próximas Fusões: Quando e Com quem !


Minha idéia aqui é estimular uma reflexão que pode vir a se tornar uma tendência, pois ando me fazendo a seguinte pergunta: Quando as Grandes Corporações bem posicionadas e estabelecidas nas indústrias de Telecomunicações e Tecnologia da Informação, irão sentar numa mesa e trocar idéias e interesses numa possível fusão ?

Essa pergunta nasce de um constatação que Serviços se tornaram preponderantes em relação as máquinas, fios, circuitos, servidores, enfim, tudo que num passado recente pode ser considerado como mina de ouro dessas Empresas e, hoje, já podemos dizer que estão todos eles dentro das prateleiras do que podemos chamar de commodities.

Há muito vinha me cobrando de colocar no papel esta reflexão, porém, essa semana, meu provedor de serviços de telecomunicações me ofereceu também um computador, os programas e ainda me disse que se o computador travar, eu vou chamar e vão resolver. Ou seja, foi rompida aquela barreira onde ficava muito claro o limite entre Telecomunicações e TI.

Aliás, em recente Seminário da Converge, ouvi uma sigla que poderia ser o titulo desse bate papo : TIC -Tecnologia da Informação e Comunicação.

Ou seja, podemos indentificar indicadores que breve teremos algum anúncio impactante onde uma junção entre uma IBM e uma AT&T, estaria criando um poderoso provedor, competindo com outro que poderia ser formado por Telefonica e HP.

Claro que utilizei esses nomes apenar para caracterizar a idéia desse artigo, porém, me colocando no lugar do Cliente, eu teria preferência de poder optar por vários provedores desse porte, do que, assistir esse jogo de War entre as Empresas de Telecomunicações que aos poucos estão desenhado um mapa com poucas opções nos Continentes, vide exemplo da América Latina que esta sendo pintada pela disputa entre Telefonica e Telmex.

Que outros benefícios poderiam surgir de uma Empresa TIC ? O Cliente tratar com um único provedor ? Eliminar aquela fronteira onde um problema pode ser imputado ao ambiente de WAN, porém estando na LAN ? Sinergia entre as ferramentas de automação e gestão ? Enfim, tenho certeza que podemos produzir mais perguntas sobre esse benefício.

Finalizo com bastante convicção que esse tema deverá aos poucos movimentar e trazer novidades no nosso mercado de TIC, ops, de Telecomunicaçòes e Tecnologia da Informação.

Bom Feriado, Fabiano Facó

As empresas querem clientes globais! Deveriam querer fornecedores globais?


==> Esse artigo foi desenvolvido e publicado no site da IBC do Brasil no 3o. quartil de 2003.

Estamos acompanhando, nesse momento, o sucesso de empresas brasileiras que tomaram a iniciativa de expandir suas próprias fronteiras para além dos limites do Brasil e se instalaram, física e/ou logicamente, em outros países, sejam eles os nossos vizinhos na América Latina ou nos Estados Unidos e Europa. Hoje, já se tornou comum comprarmos algum produto produzido por alguma dessas empresas e identificarmos, na embalagem, as características e demais informações escritas em dois ou três idiomas.
Enfim, essas corporações estão de parabéns, pois estão colhendo frutos dessa visão estratégica, com sua capacidade e flexibilidade de adequar o seu produto a cada local, respeitando as culturas e hábitos de cada País.

Agora, será que essas mesmas empresas estão atentas e conscientes de que podem contar com fornecedores e prestadores de serviços também globais? Ou seja, estando os nossos Gerentes e Diretores de TI, sim, os nossos CIOs, cada vez mais próximos do negócio da sua empresa, também devem seguir essa caminho estratégico de identificar junto aos seus fornecedores, aqueles que reúnem todos os requisitos de qualidade, preço, agilidade, tempo de resposta e que, dentro desse novo mundo, novo cenário, estejam presentes nos países onde a sua empresa está operando. E entre esses, aquele que tenha condições de “respirar o seu Business”, suportando o seu negócio com o serviço mais adequado e não simplesmente o que tenha disponível em suas prateleiras para atingir o mercado de atacado, será o vencedor.

Um escritório? Uma filial? O que devemos esperar dessa tal presença Global?

Pode parecer complicado, porém esses fornecedores também tiveram a mesma visão estratégica das demais Empresas, ou, muito provavelmente, seguiram os caminhos dos seus clientes ou até mesmo abriram novos caminhos para os seus clientes e, de alguma forma, viabilizaram as operações deles nesses novos países. Portanto esses fornecedores estão plenamente capacitados a prestar o mesmo serviço oferecido não só no país onde está a matriz do seu cliente, como também na sua filial.

Quando estamos falando em prestar o mesmo serviço em São Paulo, Fortaleza, Miami, Londres e Hong Kong, não podemos simplesmente nos ater aos requisitos técnicos, até porque são grandes as chances desse serviço já estar considerando valor adicionando. Devemos levar em conta um considerável leque de aspectos intrinsecamente interligados, como:

– S.L.M (Service Level Management)
– Faturamento centralizado ou descentralizado
– Faturamento na moeda local ou na moeda da matriz do cliente
– Garantia e preservação dos requisitos técnicos e de performance.
– Gerenciamento sustentável da solução, garantindo o mesmo nível de integridade em todas as localidades.
– Habilidade multi-cultural.

Enfim, poderíamos continuar essa lista por linhas e mais linhas, para compreendermos de fato do que se trata e qual o ganho obtido através da escolha de um fornecedor de serviços globais. O que cabe na nossa reflexão nesse momento é buscar o entendimento de onde a nossa empresa está e para onde está indo, e dessa forma decidir se esse tipo de alternativa já pode ou deve ser considerada nas próximas escolhas.
Cabe reforçar também que, esse fornecedor, além de garantir a entrega do serviço em todos os locais para onde seu negócio for levado, também precisa estar presente nesses mesmos locais, fazendo negócios com os seus respectivos parceiros e, principalmente, que a sua matriz esteja também muito bem posicionada e com indicadores de crescimento na sua indústria dentro de um contexto local e mundial.
No caso da indústria de Telecom, podemos dizer com tranqüilidade que esse tipo de serviço já está ao alcance das empresas e que já podem ser contratados por empresas que já tomaram a iniciativa de ampliar seu universo de abrangência e por aquelas que estejam nesse momento se capacitando para competir fora das suas linhas de atuação.

Clientes Globais e Fornecedores Globais! Uma combinação de Sucesso garantido!

Um abraço, Fabiano Facó

Outsourcing em Telecom: será que agora vai ???


Outsourcing em Telecom: será que agora vai ???

==> Esse foi meu primeiro artigo, criado em 2003 e publicado no site da IBC do Brasil. Na época, atuava como Diretor de Operações na AT&T e, graças ao meu Gerente Geral, Dario Noronha, pude receber dele o estimulo para escrever como também idéias a serem exploradas.

Mais do que uma tendência, o outsourcing no mercado de telecomunicações tem se mostrado uma boa solução para aumentar a eficiência das empresas. É sobre isto que eu gostaria de abordar neste artigo, e creio que o momento é mais do que oportuno. Para se ter uma idéia, simultaneamente ao convite da IBC para que eu contribuísse com esta análise para a newsletter “TelecomNews”, chegaram ao mercado notícias de que novos contratos e negócios de outsourcing de telecomunicações estão sendo firmados.

Estes contratos, somados a outros grandes que aconteceram nos últimos tempos, mesmo envolvendo empresas de ponta, geraram um volume de atividades que ainda não conseguiu alavancar esse nicho de mercado, e tão pouco refletir o potencial do nosso país nesta área.

Se voltarmos aos anos 90, vamos lembrar daquele período em que se iniciaram os primeiros contratos de outsourcing de Data Centers, num momento em que as empresas começaram a ter coragem para re-alinhar as suas estratégias de TI, entregando os seus CPD’s, seus times de analistas, suas aplicações, enfim, seu ambiente de processamento de dados para as empresas prestadoras de outsoucing de Data Centers.

De lá para cá, podemos dizer que o mercado de outsourcing de Data Center não só “emplacou” , como também deslanchou e, sendo assim, deve servir de exemplo ao nosso momento presente. A idéia é criar uma comunidade que também acredite no outsourcing de Telecomunicações, formando um contexto integrado pelas Empresas Prestadoras desse tipo de Serviço (obviamente em conformidade com a LGT), a nossa mídia – que já começa a dar espaço para esse segmento, e finalmente, o componente mais importante, o CLIENTE.

Por que iria ???

Agora, colocando-me no lugar das nossas grandes Operadoras de Telecomunicações, creio poder fazer a seguinte reflexão: em primeiro lugar, hoje não existe mais o oásis das telecomunicações. Não só no Brasil, mas no mundo todo. Em segundo lugar, por conta deste novo cenário, as grandes corporações (seja pelo seu tamanho ou importância), hoje cortam custos drasticamente, e procuram ajustar com criatividade suas obrigações comerciais com fornecedores de equipamentos.

Em terceiro lugar, não bastasse esta condição desfavorável de mercado, criou-se uma competitividade no segmento corporativo e de pessoa física nas chamadas de longa distância como nunca tínhamos imaginado, a ponto de fazer com que estas mesmas grandes corporações briguem por cada circuito de dados e por cada chamada.

Para complicar ainda mais o panorama, vale aqui a lembrança de que a receita de circuitos de dados, e também a receita de voz, possuem particularidades que não garantem fidelização significativa do usuário, devido ao seu modelo de comercialização. No caso da receita de voz, o cliente pode facilmente optar por outras operadoras, isto quando não entramos na questão da inadimplência.

Por tudo isto, sinto-me confortável em acreditar que mais e mais contratos de outsourcing devem ser firmados no setor de telecom para garantir a viabilidade das operadoras, porém prefiro deixar a pergunta no ar: Qual o tamanho do fôlego que contratos de outsourcing dariam às operadoras, considerando que tais contratos sejam baseados em valores significativos e que girem em torno de milhões de reais ao ano e ainda que sejam firmados por períodos entre 5 e 10 anos? Vamos deixar que elas respondam!!! Cabe a elas dizer o quanto agregaria de valor às suas ações tais contratos de longo prazo, de confiabilidade e de lucro progressivo.

Do outro lado temos o CLIENTE, sempre um CIO ou Gerente de TI que, com certeza, está cada vez mais focado no negócio da sua empresa, compromissado na conquista dos seus clientes, na disputa com seus concorrentes, na qualidade dos seus produtos e serviços. Por que então investir o seu tempo em montar, administrar, manter, gerenciar e realizar todas as demais atividades com a sua Rede de Telecomunicações?

Esta pergunta tanto pode ser respondida por eles como também pelos CEOs das empresas, que podem e devem acreditar que, ao realizar um outsourcing das suas Telecomunicações ganharão em escala, sinergia, redução de custos, incremento de qualidade, pois assim vão direcionar seu pensamento estratégico e seus recursos para o foco do seu negócio, para sua vocação, deixando simplesmente que outra empresa cuide desse segmento.

Talvez digam que sou otimista demais, porém após 16 anos de experiência em outsourcing de data centers e telecomunicações, não consigo deixar de acreditar no potencial desse segmento, de encará-lo como uma saída ou, pelo menos, como uma das saídas para as empresas tradicionais de Telecomunicações buscarem a sua sustentabilidade, sem depender somente das receitas que, como a pouco comentamos, são cada vez mais difíceis de se garantir. Acredito realmente que o segmento de Outsourcing de Telecomunicações seja uma significativa e consistente alternativa de realizar lucro.

Podemos considerar que os contratos existentes já podem nos servir de exemplo, de referência positiva, e eu diria mesmo até de sucesso, pois conheço parte dos profissionais que atuaram neles, e até agora não tivemos nenhum indício de que qualquer desses Clientes tenha sinalizado a
vontade de voltar atrás.

Aproveitando o quadro atual do mercado, cabe aqui um momento de grande reflexão dos CIOS e Gerentes de TI para que olhem para suas redes e consigam ter a coragem de imaginá-las sendo gerenciadas por uma empresa especializada, com qualidade e competência, e principalmente, comprometida com o negócio deles. Aproveitem o momento e chamem uma dessas empresas especializadas para bater um papo sobre Outsourcing de Telecomunicações!

Até o próximo contrato de Outsourcing de Telecom!

Um abraço, Fabiano Facó

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