Reflexões sobre a Política Nacional de Resíduos Sólidos


Como a Política Nacional de Resíduos Sólidos (Lei nº. 12.305) foi sancionada em 2 de agosto de 2010, os programas e projetos relacionados à sua fase inicial de implementação ainda estão se delineando, propiciando apenas reflexões sobre alguns tópicos da matéria (BRASIL, 2010a). Ela demorou 21 anos para ser discutida e aprovada no Congresso, o que demonstra as dificuldades que precedem o processo de implementação, ou seja, a da aprovação de uma lei em nosso país. Com base nisso, dá para imaginar os desafios que estão por vir em função dos múltiplos interesses que ela direta ou indiretamente afetará.

Apenas para dar uma ideia do potencial de perda de divisas que a demora na regulamentação de uma lei como esta representou, estudo recente realizado pelo Instituto de Pesquisas Econômicas (IPEA) indicou que o potencial de reciclagem do Brasil é de R$ 8,5 bilhões / ano. Ou seja, esta é a soma que o país perde anualmente por não aproveitar o potencial de gestão adequada dos resíduos sólidos (TEIXEIRA, 2011).

Um tópico relevante é a logística reversa, instrumento econômico e social que prevê a restituição de resíduos sólidos a seus geradores, prescindindo a geração de rejeitos. A PNRS introduziu a responsabilidade compartilhada entre os atores da cadeia produtiva de bens manufaturados, fabricantes, distribuidores, comerciantes, consumidores e titulares de serviços públicos de limpeza urbana responsáveis pelo ciclo de vida dos produtos.  Ela visa dividir as responsabilidades entre a sociedade, o poder público e a iniciativa privada.

A logística reversa já era praticada em alguns segmentos industriais antes da promulgação da PNRS, como por exemplo, no caso dos eletroeletrônicos e pneus em função da existência de resoluções específicas do Conselho Nacional de Meio Ambiente (CONAMA) que versam sobre esses resíduos. Induzidas pelo próprio mercado, algumas práticas de logística reversa e reciclagem também ocorriam nos segmentos de embalagens de bebidas em alumínio e de papel, papelão e cartonados, em função dos preços de mercado atrativos pagos aos catadores e recicladores.

A logística reversa para a reciclagem ou remanufatura dos resíduos da indústria eletroeletrônica (particularmente de pilhas e baterias) também já existia antes da PNRS, porém, a sua condução nem sempre foi bem coordenada entre os atores da cadeia e as práticas pouco difundidas na sociedade. Essa dinâmica limitada levou a um alcance pequeno das práticas de logística reversa de tais produtos quando comparados com a geração de resíduos. A pesquisa Ciclosoft do Compromisso Empresarial para Reciclagem (2010) mostra que apenas 12% da população brasileira é servida por programas de coleta seletiva, que é uma das bases para a logística reversa da fração seca do lixo. Embora a reciclagem de diversos materiais tenha apresentado avanços nos últimos dez anos, de acordo com a Associação Brasileira das Empresas de Limpeza Pública e Resíduos Especiais  (2011), o alumínio é absoluta exceção com um índice de reciclagem de 98%. Isto ilustra a forte influência do componente econômico na reciclagem.

Aitiyel (2001) destaca que a aderência de iniciativas de reciclagem e remanufatura de resíduos eletroeletrônicos nos setores empresariais, na maioria das vezes, é motivada pelo marketing verde que, ao caracterizar a empresa como “ambientalmente responsável”, acentua a ostentação desta imagem. Em geral, trata-se de iniciativas localizadas e pontuais, sem respaldo de ações educativas ao público em geral, com resultados difíceis de serem analisados quanto à sua real efetividade.

Há expectativas de que a PNRS venha no sentido de fortalecer e difundir essas práticas, tanto nas esferas públicas como privadas (RUIZ; TEIXEIRA, 2010). A quantificação dos resultados dessas práticas, por exemplo, permitirá estabelecer alguns indicadores de desempenho a essas iniciativas, propiciando a difusão de informações atreladas a ações de educação ambiental.

Se analisada sob a ótica dos resíduos industriais, a política em questão fará uso de ferramentas da ecologia industrial (avaliação de ciclo de vida; logística reversa; redução, reciclagem, reuso e remanufatura, e ecodesign) como instrumentos de gestão pública. Esta abordagem é inovadora e poderá proporcionar um grande avanço na gestão de resíduos no país (RUIZ; TEIXEIRA, 2010).

A abordagem da gestão e do gerenciamento de resíduos vem aos poucos saindo do controle no descarte para o controle durante todo o ciclo de vida, vislumbrando a não geração de resíduos e a qualidade ambiental dos processos, bem como a oferta de produtos sustentáveis. Contudo, para fechar este ciclo, é necessário além da abordagem técnica, estratégias de cunho econômico, social e político. Esses campos foram reconhecidos pela PNRS dentro do conceito de gerenciamento integrado dos resíduos.

Dentro da esfera social convém ressaltar, a intrincada e particular relação que ocorre no Brasil entre resíduos, responsabilidade e inserção social, aspecto importante a ser considerado. Como exemplo, pode-se citar o caso das embalagens de alumínio, fonte de renda para inúmeros catadores, pessoas geralmente marginalizadas do mercado de trabalho formal.

Além disso, a instituição dos acordos setoriais para definição do detalhamento das regras e metas da logística reversa pressupõe uma articulação política dos setores produtivos para interagir com o setor público. Somente com uma interação construtiva entre os setores, os acordos poderão ser construídos.

Por outro lado, a Política focou seus instrumentos a partir da geração dos resíduos, faltando uma integração com políticas de desenvolvimento e política industrial para fins de incentivar produtos ecologicamente amigáveis. Nesse sentido, espera-se que os instrumentos da política venham exercer pressão progressiva quanto às exigências e os cuidados com os produtos no fim de sua vida útil, incluindo a logística reversa. Espera-se também que o aumento desta pressão possa levar as indústrias a avançar na adoção de tecnologias limpas em seus processos produtivos.

Nesta análise preliminar é importante considerar que o desenvolvimento econômico brasileiro aconteceu de forma não uniforme entre os diversos estados e entre municípios. A distribuição geográfica das diversas atividades econômica no país criou diferentes níveis de cultura relacionados com a gestão de resíduos. É, portanto, fundamental compreender os diferentes níveis de desenvolvimento existentes em âmbito regional para que a PNRS possa ser implementada considerando uma perspectiva de sustentabilidade realista para cada região. Por exemplo, poderia a logística reversa ser tratada da mesma maneira nas regiões metropolitanas e na Amazônia? Certamente não.

A gestão integrada dos resíduos sólidos, preconizada pela política, já vinha sendo adotada em alguns municípios e setores industriais antes mesmo da sua promulgação, embora na maioria dos casos com alcance bastante limitado. O que se espera a partir de agora é que a sua adoção possa seja ampliada para a gestão das cadeias produtivas nos diversos elos de uma mesma cadeia produtiva e na intersecção entre cadeias distintas. Neste caso, é ilustrativo a reutilização, reuso e reciclagem de embalagens de alumínio e PETs dentre uma diversidade de outros produtos. A efetividade desse aspecto da política pode depender, entre outros fatores, da capacidade dos gestores de elaborar planos que considerem a possibilidade de aproveitamento dos produtos recicláveis e a destinação adequada em aterros daqueles que ainda não são passíveis de aproveitamento no contexto atual.

As iniciativas de gestão integrada já são práticas disseminadas em países da comunidade européia, como na Alemanha, e também no Japão. No Brasil, a coleta, transporte e disposição de vários resíduos perigosos (Classe I) já são objeto de regulação específica (por exemplo: resoluções CONAMA nº 257, nº 258 e nº 264), porém, nem todos os estados dispõem de mecanismos de comando e controle para que a gestão de todo este processo seja feita de forma eficiente (BRASIL, 1999a; 1999b; 2000). Além disso, nem todos os estados já elaboraram seus inventários de resíduos sólidos industriais no contexto do inventário nacional deflagrado há pelo menos uma década (Resolução CONAMA nº 313) (BRASIL, 2002). Ressalte-se que os resultados de tal inventário não vêm sendo divulgados, embora uma série de tipos de indústrias seja obrigada a relatar anualmente as quantidades de resíduos geradas, por tipo, e a sua destinação.

No Brasil as inovações em gestão por parte das empresas, via utilização de avaliação de ciclo de vida, ecodesign, reciclagem etc. são ainda tímidas, pois estão na esfera das grandes empresas e corporações localizadas principalmente no eixo Sul – Sudeste. Em suma, como “situação – problema”, a realidade atual da gestão dos resíduos sólidos no país, em nível de cadeias produtivas geradoras de resíduos industriais (muitos destes perigosos à saúde humana e ao meio ambiente), ainda prescinde de uma gestão integrada. Esta gestão deve enfocar aspectos técnicos, econômicos, sociais e ambientais, que, por sua vez, demandam uma abordagem que desça ao nível dos elos das cadeias produtivas, por meio da utilização de conceitos e ferramentas de gestão como avaliação de ciclo de vida, reciclagem, reuso, ecodesign, dentre outros (RUIZ; TEIXEIRA, 2010).

Neste contexto, é importante lembrar que a lei em questão, terá interrelação com vários outros diplomas legais, quais sejam: a Lei nº 11.107/2005 – Lei dos Consórcios Públicos e seu Decreto regulamentador; a Lei nº 11.445/2007 – Lei do Saneamento Básico; a Lei nº 9.433/1997 – Lei que instituiu a Política Nacional de Recursos Hídricos; a Lei nº 6.938/1981 – Política Nacional de Meio Ambiente; a Lei nº  9.795/1999 – Política Nacional de Educação Ambiental; a Lei nº 10.257/2001 – Estatuto das Cidades, e a  Lei 12.187/09 – Política Nacional sobre Mudança do Clima; bem como resoluções CONAMA pertinentes ao tema. Por outro lado, o texto final não faz nenhuma menção às políticas tecnológica e industrial vigentes no país. Em face deste quadro, pode-se dizer que a implementação dos princípios e objetivos da PNRS certamente não será tarefa fácil, pois demandará interação entre governantes e uma ampla gama de atores sociais num horizonte de anos.

Acrescente-se a isso, as diferenças culturais que têm efeito na forma como as pessoas abordam a problemática dos resíduos em nível regional. Destaque-se também a necessidade de se construir todo um aprendizado no nível de cadeias produtivas, para que as ferramentas de gestão preconizadas pela lei possam ser utilizadas de forma efetiva e eficiente.

Outro desafio que se apresenta é o do controle social, inserido na PNRS como um dos instrumentos. No entanto, este instrumento foi citado poucas vezes ao longo do seu texto e, portanto, sua articulação com outros instrumentos e a possibilidade de cobrança pela sociedade por tal participação, a partir de propostas objetivas, torna-se mais difícil.

Ainda no que se refere aos aspectos sociais da PNRS, merece destaque o caso dos catadores de papel, papelão e cartonados. São várias as iniciativas de cooperativas de catadores de recicláveis que se expandiram nas grandes cidades nos últimos anos. Merece destaque a Coopamare – Cooperativa de Catadores Autônomos de Papel, Papelão, Aparas e Materiais Recicláveis, de São Paulo, e a Asmare – Associação de Catadores do Papel, Papelão e Material Reciclável, de Belo Horizonte, ambas com apoio das prefeituras municipais. Várias cooperativas e associações de catadores estão se organizando em rede para ampliar e organizar práticas de economia solidária, com vistas a fortalecer a vida dos catadores e de suas famílias. É o caso, por exemplo, da Rede Cata Sampa, que congrega quinze dessas organizações.

Segundo Teixeira (2011), em Belo Horizonte, se os catadores de rua fossem excluídos do processo de reciclagem, a prefeitura precisaria contratar 40% mais garis. Destaque-se que o diálogo e a parceria entre os atores envolvidos neste processo são fundamentais para assegurar que a implementação da lei encampe práticas pré-existentes à sua regulamentação e, desta forma, cumpra seu papel social de forma sustentável.

Neste contexto, é importante mencionar que uma das últimas ações do governo Lula foi a instituição do Programa Pró-Catador, com a finalidade de integrar e articular as ações do Governo Federal voltadas ao apoio e ao fomento à organização produtiva dos catadores de materiais reutilizáveis e recicláveis, à melhoria das condições de trabalho, à ampliação das oportunidades de inclusão social e econômica e à expansão da coleta seletiva de resíduos sólidos, da reutilização e da reciclagem por meio da atuação desse segmento segundo o Decreto nº 7.405 (BRASIL, 2010b).

Tendo em vista as diversas oportunidades que a presente política traz para a melhoria na gestão dos resíduos sólidos no país, o Sindicato das Empresas de Limpeza Urbana no Estado de São Paulo (SELUR) e a Associação Brasileira de Resíduos Sólidos e Limpeza Pública (ABLP), com o suporte técnico da PwC, desenvolveu o Guia de Orientação para Adequação dos Municípios à Política Nacional de Resíduos Sólidos.

Este guia tem o objetivo de orientar os gestores municipais a atender às exigências da Política, apresentando os possíveis caminhos para implantação de soluções na forma de prestação de serviço, fundamentadas em sustentabilidade técnica e financeira de longo prazo e na respectiva adequação legislativa. Essa obrigação também se apresenta como grande oportunidade de promover avanços nas áreas de Conscientização Social, Cidadania e Educação Ambiental, além de possibilitar a atração de investimentos no município (SINDICATO DAS EMPRESAS DE LIMPEZA URBANA NO ESTADO DE SÃO PAULO, 2011).

Nesta linha, o Ministério do Meio Ambiente (MMA) está elaborando manuais para a orientação de estados e municípios na construção dos Planos de Gestão de Resíduos Sólidos, condição necessária para acesso aos recursos da União ou aos que serão por ela controlados. A Frente Nacional dos Prefeitos também vem participando das discussões relativas à construção desses planos.

Nesses manuais, nota-se um claro incentivo à participação da população na elaboração dos planos estaduais, regionais e municipais de gestão dos resíduos. Acredita-se que se houver estimulo à participação, serão criadas instâncias de controle do que for acordado entre as partes.

Finalmente, cabe destacar uma iniciativa recente voltada à reciclagem e reutilização de resíduos da indústria eletroeletrônica que está sendo consubstanciada na proposição de projeto de lei sobre o e-lixo na Cidade de Rio Claro (Ruiz, 2011). A repercussão positiva em nível municipal e entre colegas acadêmicos foi o principal motivador da elaboração deste artigo. Esta iniciativa partiu de uma aluna do Ensino Médio do Colégio Koelle, em projeto desenvolvido como monografia para a décima edição da Feira Brasileira de Ciências e Engenharia (FEBRACE) que foi realizada em março de 2012. Isso mostra que a gestão de resíduos sólidos já vem despertando a atenção de jovens que futuramente poderão desempenhar um importante papel na construção de uma sociedade mais sustentável.

Referências

ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DAS EMPRESAS DE LIMPEZA PÚBLICA E RESIDUOS ESPECIAIS.  Panorama 2010.  São Paulo: ABRELPE; 2011.  Disponível em: <http://www.abrelpe.org.br&gt;.  Acesso em: 15 maio 2011.

AITIYEL, S. O.  Gestão de resíduos sólidos: o caso das lâmpadas fluorescentes.  Porto Alegre: [s.n.], 2001.

BRASIL.  Lei Federal nº 12.305, de 2 de agosto de 2010. Institui a Política Nacional de Resíduos Sólidos; altera a Lei nº 9.605, de 12 de fevereiro de 1998; e dá outras providências.  Diário Oficial da União, Brasília, 3 ago. 2010a.

______.  Decreto nº 7.405, de 23 de Dezembro de 2010. Institui o Programa Pró-Catador, denomina Comitê Interministerial para Inclusão Social e Econômica dos Catadores de Materiais Reutilizáveis e Recicláveis o Comitê Interministerial da Inclusão Social de Catadores de Lixo criado pelo Decreto de 11 de setembro de 2003, dispõe sobre sua organização e funcionamento, e dá outras providências.  Diário Oficial da União, Brasília, 23 dez. 2010b.

______.  Ministério do Meio Ambiente, Conselho Nacional do Meio Ambiente.  Resolução CONAMA nº 257, de 30 de junho de 1999.  Estabelece que pilhas e baterias que contenham em suas composições chumbo, cádmio, mercúrio e seus compostos, tenham os procedimentos de reutilização, reciclagem, tratamento ou disposição final ambientalmente adequados”. Alterada pela Resolução nº 263, de 1999. Revogada pela Resolução nº 401, de 2008.  Diário Oficial da União, Brasília, 22 jul. 1999a.

______.  Ministério do Meio Ambiente, Conselho Nacional do Meio Ambiente.  Resolução CONAMA nº 258, de 26 de agosto de 1999.  Determina que as empresas fabricantes e as importadoras de pneumáticos ficam obrigadas a coletar e dar destinação final ambientalmente adequadas aos pneus inservíveis”. Alterada pela Resolução nº 301, de 2002. Revogada pela Resolução nº 406, de 2009.  Diário Oficial da União, Brasília, 02 dez. 1999b.

______.  Ministério do Meio Ambiente, Conselho Nacional do Meio Ambiente.  Resolução CONAMA nº 264, de 26 de agosto de 1999.  Licenciamento de fornos rotativos de produção de clínquer para atividades de co-processamento de resíduos.  Diário Oficial da União, Brasília, 20 mar. 2000.

______.  Ministério do Meio Ambiente, Conselho Nacional do Meio Ambiente.  Resolução CONAMA nº 313, de 29 de outubro de 2002.  Diário Oficial da União, Brasília, 22 nov. 2002.

COMPROMISSO EMPRESARIAL PARA RECICLAGEM. Pesquisa Ciclosoft 2010. Disponível em: <http://www.cempre.org.br/ciclosoft_2010.php&gt;.  Acesso em: 1 fev. 2010.

RUIZ, M. R.  Gestão de resíduos sólidos: proposição de projeto de lei sobre o e-lixo na Cidade de Rio Claro-SP.  Projeto aprovado para apresentação na Feira Brasileira de Ciências e Engenharia, Rio Claro, dez. 2011.

RUIZ, M. S.; TEIXEIRA, C. E. Reflexões sobre o recém aprovado projeto de lei da Política Nacional de Resíduos Sólidos.  Habitante verde, São Paulo, 20 mar. 2010.

TEIXEIRA, I.  Governo trabalha para melhorar o licenciamento ambiental. Conjuntura da infraestrutura.  São Paulo: EESP- FGV/ ABDIB, abril 2011.

SINDICATO DAS EMPRESAS DE LIMPEZA URBANA NO ESTADO DE SÃO PAULO. Associação Brasileira de Resíduos Sólidos e Limpeza Pública. PricewaterhouseCoopers Serviços Profissionais.  Guia de orientação para adequação dos Municípios à Política Nacional de Resíduos Sólidos (PNRS).  São Paulo: SELUR/ ABLP/ PwC, 2011.

Autores:

Prof. Mauro Silva Ruiz

Mauro Ruiz

Mauro Ruiz

Coordenador e professor do MBA em Gestão Ambiental e Práticas de Sustentabilidade do Instituto Mauá de Tecnologia em São Caetano, professor do Mestrado em Gestão Ambiental e Sustentabilidade da Uninove, e pesquisador licenciado do Instituto de Pesquisas Tecnológicas do Estado de São Paulo. Contato: maurosilvaruiz@gmail.com

 

Prof. Alexandre de Oliveira e Aguiar

Alexandre Aguiar

Alexandre Aguiar

Professor do Mestrado Profissional em Gestão Ambiental e Sustentabilidade da Uninove, professor convidado de cursos de pós-graduação lato-sensu, e auditor e consultor em sistemas de gestão ambiental e sistemas de gestão de segurança e saúde ocupacional.Contato: aoaguiar@ig.com.br

 

Prof. Rui Alexandre Christofoletti

Rui Alexandre

Rui Alexandre

Engenheiro elétrico, mestre em Educação Especial, e professor do Ensino Médio no Colégio Koelle de Rio Claro – SP onde co-orienta monografia sobre e-lixo no município. Contato: rui.chr@uol.com.br

Maíra Rubini Ruiz

Maíra Ruiz

Maíra Ruiz

Aluna do Ensino Médio do Colégio Koelle, membro do Parlamento Jovem Municipal, e participante (finalista) da Feira Brasileira de Ciências e Engenharia – FEBRACE, Edição 10 – Ano 2012, com monografia que propõe um projeto de lei para e-lixo em Rio Claro. Contato: mairarruiz@hotmail.com

Por que consumir o conteúdo da Plataforma Liderança Sustentável ?


Sou consumidor do conteúdo desenvolvido pela Plataforma Liderança Sustentável. Como tal, quero compartilhar com os Habitantes Verdes que aqui visitam, um pouco da minha percepção e dos benefícios desse projeto. Assim, também servir de agente de propagação e divulgação.

Nesse exato instante conheço 4 (quatro) prateleiras onde você pode experimentar e consumir o conteudo da Plataforma Liderança Sustentável :

  • As palestras e entrevistas do Ricardo Voltolini , tanto em fóruns empresariais como acadêmicos. E aqui deixo 2 (dois) vídeos como exemplo:

Entrevista para Priscila Kirsner  do Programa Fiscais da Natureza :Priscila Kirsner entrevista Ricardo Voltolini no Programa Fiscais da Natureza

Entrevista no Portal da Ideia Sustentável : Plataforma Liderança Sustentável apresentada pelo Ricardo Voltolini

  •  O Livro Conversas com Líderes Sustentáveis conceitua e contextualizada a importância das empresas inserirem a Sustentabilidade como competência estratégica em seus negócios. Com base nessa certeza, o livro oferece 10 (dez) cases pragmáticos onde empresas de segmentos diferentes compartilham experiências de sucesso, através de entrevistas do próprio Ricardo Voltolini com os respectivos CEOs Presidentes dessas Empresas.

Livro Conversas com Líderes Sustentáveis

Livro Conversas com Líderes Sustentáveis

  • Os vídeos com depoimentos dos Executivos de Grandes Corporações. Neles, todos contam histórias de como estão gerando valor para suas empresas, ao decidirem que Sustentabilidade faz parte da estratégia de todas elas:

Franklin Felder da Alcoa

Fábio Barbosa quando liderava o tema no Santander

Paulo Nigro da Tetra Pak

Héctor Núnes quando liderava o tema na Walmar Brasil

Guilherme Leal da Natura

José Luciano Penido da Fibria

Luiz Ernesto Gemignani da Promon

Miguel Krigsner do Boticário

Kees Kruythoff  da Unilever

José Luiz Alquéres da Light

José Luiz Alquéres da Light Parte 2

Dedicando alguns minutos dos seus próximos dias para escutar ( e não apenas ouvir ) os vídeos e, depois, colocar o livro na sua lista de leituras, você terá material suficiente para entender porque Sustentabilidade é uma competência que precisa se fazer presente na estratégia das empresas. No passo seguinte, deve estar transversalmente atuando em todos os seus processos de negócios.

Você poderá ter dúvidas de como dar o primeiro passo na implementação, na transformação, enfim, mas terá nítida certeza que precisa começar. Sustentabilidade não pertence a nenhuma área ou organização, é uma competência que atua transversalmente por toda empresa e, melhor, quando transborda para seus fornecedores e parceiros. Pode sim, ter um líder, um executivo com atuação de consolidação do tema e missão de garantir plena aderência de todas ás áreas.

Particularmente encontrei na Plataforma Liderança Sustentável, uma marco divisório entre o que podemos chamar de Ambientalismo e Sustentabilidade. Digo isso porque ouvi de executivos que tive o prazer de trabalhar ao longo da minha carreira, perguntas me questionando se eu havia virado ambientalista, se eu iria trabalhar nuna ONG, se estaria me filiando algum partido (supostamente comprometido com o meio ambiente) e outras perguntas desse gênero, todas feitas com criativo bom humor.

Entendo e afirmo a importância do trabalho dos ambientalistas como agentes atuantes na sociedade e seus diversos segmentos sociais e políticos. Todavia, sustentabilidade dentro das empresas ocupa seu próprio espaço, sua própria maneira de transformar os processos de desenvolvimento de produtos e serviços sejam eles os atuais e futuros. Ambientalistas atuam e ajudam a sociedade e governo a aprenderem a lidar com o tema da natureza e seu recursos finitos, impactos irreversíveis e reversiveis. Profissionais que estão inserindo a sustentabilidade nas suas competências profissionais ja estão ajudando as empresas a tratarem os ativos como ar, água, energia, solo, matéria prima e resíduos de uma forma inovadora que traga ganhos tangíveis e intangíveis para seus negócios e seu segmento também.

Se sua empresa já começou a lidar com a sustentabilidade, a Plataforma Liderança Sustentável pode te inspirar a aprimorar e acelerar essa transição e transformação. Se sua empresa ainda não começou a lidar com o tema, não se preocupe, pois seus stakeholders (acionistas, bancos, clientes, governos e competidores) logo irão dar esse impulso para você.

Parabéns para toda equipe comprometida com a Plataforma Liderança Sustentável e também, para aos Executivos das Empresas que participaram dessa primeira etapa e mostram nos vídeos como se tornaram Habitantes Verdes Líderes em seus respectivos ramos de atuação.

Projeto 21 do Spoleto une a fome com vontade de comer sustentavelmente


Para quem ainda não conheçe, o Projeto 21 do Spoleto está demonstrando a importância do segmento do varejo de alimentação, quando se trata de contar com a competência da sustentabilidade na sua estratégia. Um projeto dessa dimensão, seja de investimento e tempo, somente trará resultados se a sustentabilidade estiver presente na estratégia da Empresa. Fazendo parte dela, os benefícios vão desde ganhos de escala, gestão, redução de custos, aderência dos colaboradores e cooperação da sua cadeia de fornecedores, e, tão importante quanto,  o ganho intangível da sua imagem perante sua rede de stakeholders.

O grande desafio do Spoleto é  fazer chegar essa informação aos seus consumidores e parceiros. No caso dos consumidores, vale investir nos espaços das próprias lojas, nas bandeijas, nos pratos, nos copos, cardápios e qualquer outro espaço que se proponha a se comunicar com seu público alvo.

Está crescendo gradativamente o número de consumidores que compram produtos e serviços, pensando em preço, qualidade, rapidez, atendimento e agora, consideram também se o seu fornecedor ofereçe boas práticas na sua relação com os ativos água, ar, solo, energia, matéria prima e  resíduos. É o caso de unir a fome com a vontade de comer de forma sustentável.

Olhando para os Shopping Centers como parceiros, as lojas Spoleto que estão aderindo ao Projeto 21 passam a se tornar um ponto de referência e um ponto de honra para os Shoppings que poderão oferecer esse tipo de tecnologia e informação para os seus clientes. Sem contar que os vizinhos da praça de alimentação, podem se inspirar e se motivarem a desenvolver seus próprios Projetos Sustentáveis.

A partir daqui compartilho com os Habitantes Verdes um texto que recebi da assessoria de imprensa, que mostra as inovações e conquistas do Spoleto através das medidas que foram tomadas em suas lojas :

O restaurante Spoleto do Pátio Brasil acaba de inaugurar sua nova estrutura sustentável:

Baseadas no Projeto 21 do Spoleto, as reformas trazem inovações como:

O Projeto 21: Em maio de 2010, o Spoleto lançou seu modelo de negócio sustentável, que já responde pelo aumento de 7% na margem líquida dos restaurantes em operação no país, inclusive a primeira flagship recém-inaugurada no Rio Sul Shopping. A projeção da maior rede de culinária italiana do país é chegar a 80 unidades do modelo Spoleto 21 até o final de 2011 (35 novas e adaptação de 20 já abertas) e alcançar uma economia/redução de:

–         607.680 kg de gás;

–         74.880 m3 de água;

–         7.200 litros de produtos de limpeza não lançados na natureza;

–         640 funcionários com aumento salarial de 50%.

 Quais são as mudanças efetivas?

Fogão – Fornecedor: Topema: o fogão a Gás foi substituímos por sistema de indução. Desta forma, reduz o calor da loja (melhor condição de trabalho para os funcionários) e não realiza mais queima de CO² (não há mais fogo na loja), reduzindo também o risco de acidentes como queimaduras de funcionários e incêndio.

Exaustão – era usada a exaustão convencional (com dutos e coifa) e atualmente foi substituída por sistema de exaustão embutida no próprio fogão de indução. Como a operação do Spoleto não utiliza nenhum tipo de frituras, o modelo de exaustão tipo ventless e carvão ativado  atende perfeitamente, não sendo necessária a utilização de recursos naturais para execução de todo o material de exaustão.

Pista fria (refrigerada) – Fornecedor: Ppienk: alteração do modelo de pista fria – maior e com divisórias para os recipientes – para que possa otimizar as atividades de reposição dos produtos no atendimento e garantir a temperatura adequada nos produtos/ingredientes.

Ingredientes pista fria – hoje 70% dos produtos já chegam processados ou prontos aos restaurantes, evitando manuseio na própria loja.

Utensílios – eram utilizados Bowls (potinhos de porcelana brancos, em tamanho pequeno) para expor os ingredientes da pista fria. Foram substituídos por GN’s – outro modelo de recipiente usado na indústria de restaurantes. Os novos são em tamanho maior, não quebram e têm mais facilidade na operação por reduzir a reposição, ter uma melhor troca de ar frio e melhor visual para os consumidores.

Máquina de lavar louça – Fornecedor Nepper: controle e economia de água e diminuição dos produtos de limpeza. Rapidez no processo de lavagem

Frigideiras – Fornecedor Tramontina. Aumento no número de frigideiras, pois devido ao novo processo de lavagem, as mesmas são acumuladas para evitar desperdício de água.

Operador 21 – funcionários multifuncionais (registro em carteira como operador de loja ou atendente): todos os funcionários são treinados para exercerem múltiplas funções. Também devido às mudanças relatadas acima, diminuiu o escopo de trabalho principalmente da equipe interna do restaurante (responsável pela lavagem e processamento dos produtos, por exemplo).

Sobre o Spoleto – Líder no segmento de culinária rápida italiana no Brasil, o Spoleto – maior empresa do sistema Umbria – possui atualmente 301 restaurantes, 273 no Brasil e 28 no exterior (26 no México e duas na Espanha). Presente em 23 estados brasileiros e no Distrito Federal, a maior concentração de lojas está em São Paulo (92) e no Rio de Janeiro (60).

Operação Spoleto

Operação Spoleto

Loja do Spoleto

Loja do Spoleto

Seu resíduo de remédios agora tem remédio!


Na última quinta-feira, 9 de dezembro, aconteceu o último dia de aula do Curso de Gestão para o Baixo Carbono da Fundação Getulio Vargas. Trinta e três profissionais do mais alto nível na competência da sustentabilidade empresarial, fizeram parte da primeira turma da GV nesse curso.

Essa breve introdução foi para comemorar algo que eu repetia para mim e para os “carboninhos” : O curso é ótimo pela qualidade dos Professores assim como pelo conhecimento e network entre os alunos! Dito e feito! Hoje, o Sergio Cintra da   Empresa Ambiental MS compartilhou conosco um serviço bastante inovador.

Antes de falar dele, quero mostrar uma foto do próprio site, que por si só, já é motivo de mais uma mudança no nosso cotidiano :

Descarte Consciente de Remédios

Descarte Consciente de Remédios

Ato contínuo ao ler o e-mail do Sérgio, montei um e-mail para divulgar no meu condomínio, nas redes sociais da Habitante Verde como twitter, facebook e linkedin e sem esquecer de divulgar para as Empresas Clientes  e Amigos da Habitante Verde. Antes de clicar no enviar, resolvi ligar para tirar dúvidas e conhecer um pouco mais o serviço. Fui muito bem atendido pelo Roberto, gerente responsável pela implantação do projeto e rapidamente ele me resumiu o processo fim-a-fim que conto aqui para os Habitantes Verdes:

Antes de contar, vale a pena lembrar que essa empresa e seus parceiros estão saindo na frente (bem na frente) da Lei de Resíduos Sólidos aprovada esse ano e, que ainda agoniza para ser regulamentada. Enfim, a turma da BHS optou por dar um passo adiante! O Programa de Descarte Consciente gerido pela BHS Brasil Health Service junto as redes de farmácias garante um dos principais pilares da Política Nacional de Resíduos Sólidos, ou seja, que a responsabilidade pela coleta dos resíduos deve ser compartilhada por toda cadeia produtiva: fabricantes, distribuidores e  vendedores para o consumidor final. Dessa forma,  o Programa de Descarte Consciente cria uma rota de logística reversa confortável e segura para os consumidores que frequentam as farmácias. Agora, além  de adquirir novos produtos, irão poder levar até elas seus remédios vencidos e também aqueles que estão fora de uso.

Remédio é um resíduo que requer o máximo de cuidados, portando, seu descarte precisa acontecer através  de um processo profissional e regulado. Por isso, o caminho de volta para farmácia irá garantir que o mesmo será retirado por empresa especializada e incinerado conforme as normas vigentes, minimizando impacto no meio ambiente. Principalmente, se a comparação for feita com o procedimento atual, muito bem demonstrado na foto que basicamente mostra – onde e como – estamos poluindo nosso rios, solos, mares e lençóis freáticos.

Segundo o Consultor de Gestão de Resíduos Sólidos, Mestre Alexandre Aguiar , meu Professor lá do MBA de Sustentabilidade da Mauá, os remédios são classificados como Resíduos do Grupo B, portando, altamente tóxicos e geridos por normas do CONAMA.

Lembre-se de  guardar seus remédios vencidos e fora de uso num lugar seguro, inalcançável pelas crianças, levá-los até a farmácia mais próxima do seu caminho que esteja na lista do site e lá procurar por um dos profissionais que irá  fornecer todas as  orientações. Tudo isso  te dará certeza que seu gesto cumpre as boas práticas de cidadão, com você e com o meio-ambiente!

 

Clica no portal do Programa e conheça a farmácia mais próxima de você! Em breve, outros endereços estarão completando e aumentado essa lista!


http://www.descarteconsciente.com.br/

Descarte Consciente de Medicamentos

Descarte Consciente de Medicamentos

O destaque dessa invenção está na Estação ECOMED® , tecnologia onde os remédios serão coletados, obedecendo normas de segurança e controle. Mais sobre a Estação ECOMED® , clique aqui

Descarte de Medicamentos

Descarte de Medicamentos

Coletora de Medicamentos para Descarte Consciente

Coletora de Medicamentos para Descarte Consciente

Sabem quem chegou nos 30 + votados do TopBlog?


Depois de chegar entre os 100 mais votados no Prêmio TopBlog 2010 , o Habitante Verde agora flutua entre os 30 primeiros dessa nova fase. Digo flutua, porque ele pode ficar entre os 30 ou não. Esse vai e vem, permanece até 10 de Novembro de 2010, onde votos do Júri Popular e Júri Acadêmico irão escolher os três mais votados. O Habitante Verde tinha duas metas: A primeira foi estar entre os 100 primeiros, conseguiu! A segunda é permanecer entres os 30 mais votados, ou seja, onde está agora, como indica o dinâmico placar dos TopBlogs 30 + votados.

Top 30 + votados

Top 30 + votados

Para quem foi inventado em setembro de 2009, para contar a história de uma mudança de vida profissional para o segmento da sustentabilidade empresarial,  o Habitante Verde pode ser considerado o estagiário da turma dos 30. Clique nos outros Blogs para saber com quem ele está compartilhando essa disputa:

a arte de modificar A HORA DO PLANETA É A SUA HORA Ambiente Brasil Blog Caiçara Blog da Gisele Blog do Rancho Boas Atitudes

Bonito Birdwatching Canta Cantos Ciencia Blogada CPEA � Centro de Pesquisas e Estudos Agrários e Ambientais Doural Sustentável

EcoD ECOLOGANDO E esse tal meio ambiente? Irradiando Luz Meu Velho Chico Minha Vida Eco-Chic Mundo Possível | Vidas Possíveis

organização sócio ambiental para biodiversidade miraterra – omt PAGINAS VERDES BRASIL plantandoconsciencia Plurale em site

Pra Hoje! Ruas Digitais: Inclusão digital com moradores de rua SETRI SUSTENTABILIDADE Teofilo Educ@ na Mata

Trinca-ferro verdadeiro Vivo Verde

Todos aí de cima são espaços informativos e educativos com foco na sustentabilidade ambiental e com suas lentes ampliadas para Empresas, Governo, ONGS e a Vida cotidiana das pessoas que estão se transformando em Habitantes Verdes; aliás, você pode votar neles também!

Quero agradecer a todos os amigos pessoais, amigos profissionais, amigos digitais, professores,  alunos e funcionários  dos cursos de MBA de Gestão Ambiental e Práticas de Sustentabilidade do Instituto Mauá de Tecnologia e do Curso de Gestão para o Baixo Carbono da Fundação Getúlio Vargas. Foram os votos e incentivos de vocês que trouxe o Habitante Verde até aqui!

Para fechar esse texto de comemoração e agradecimentos, vou aproveitar e pedir mais votos para vocês! Quem já votou, pode indicar para outra pessoa votar também! Basta clicar aqui :

Espaço especialmente dedicado para votar no Habitante Verde para permanecer entre os 30 + votados

Abraços Verde$, Facó



Relatório de Atividades do GVces mostra muitos gols.


O Relatório de Atividades do GVces, Centro de Estudos em Sustentabilidade da EAESP, mostra porque o seu time anda marcando vários gols no protagonismo do tema da sustentabilidade. A versão de 2009 oferece significativa inspiração e exemplo para que as demais Instituições de Ensino se motivem a construir essa competência dentro das suas administrações. Cada uma pode construir seu núcleo conforme sua cultura, maturidade e identidade. Dessa forma, irão acelerar sua contribuição e participação como entidades formadoras de opinião no cenário da sustentabilidade e de  transformação cultural.

O Relatório destaca temas extremamente relevantes para sociedade, empresas e governo, todos desenvolvidos pelo time do GVces, com ajuda de Empresas Parceiras e Apoiadoras. Os principais tópicos do Relatório são:

– Desenvolvimento Local e Produção Sustentável;

– Sustentabilidade Empresarial e  Global;

– Finanças Sustentáveis e Consumo Sustentável;

– Revista Página 22;

– Educação,  Comunicação e  Publicações;

– Sua Equipe, Parceiros e Apoiadores de 2009;

Compartilho com o time do GVces a sugestão de publicar no Relatório de 2010, informações que contem a pegada e a gestão dos recursos utilizados no dia-a-dia da Fundação Getúlio Vargas, em todos os seus Campos. Ou seja, compartilhar seu consumo de água, energia, inventário de GEE e gestão dos seus resíduos, como também seu plano de redução, otimização e educação do seu público interno.

Com isso,  a frase ” Casa de ferreiro, espeto é de pau ” nunca irá se conectar com sua marca. Em outras palavras, todo esse conteúdo rico e inovador  que está sendo produzido pelo GVces, poderá também ser aproveitado pela equipe de gestão ambiental da própria FGV, ampliando assim seu leque de contribuição para seus Stakeholders.

O Relatório na sua integra pode ser baixado nesse link, pois está disponível  no site do GVces

Toda equipe do GVces está de parabéns pois são projetos de resultados mensuráveis e de benefícios de longo prazo.

Trata-se de um caminho de mudança cultural.

Relatório de Atividades do GVces de 2009

Relatório de Atividades do GVces de 2009

Sustentabilidade Empresarial: Custo extra ou impulso nos negócios ?


A Revista Promo Insights é uma revista digital que oferece conteúdo sobre marketing promocional, tendências, pesquisas inéditas, dicas e artigos de especialistas. Seu público alvo compreende algo em torno de 100 mil profissionais como presidentes, diretores, gerentes e executivos de marketing, compras, comunicação, trade-marketing, recursos humanos, eventos, promoção e propaganda, das principais empresas e agências do país.   A última edição, de número 14,  pode ser lida na web, bastando clicar aqui

Esse número traz uma matéria da Jornalista Ana Luiza Panazzolo chamada Sustentabilidade Empresarial: Custo extra ou impulso nos negócios ?

Contando com a colaboração de Bernadete Ângelo de Almeida e minha, Ana conseguiu compartilhar com seus leitores um resumo do que significa a competência da sustentabilidade empresarial, através de um texto leve e informativo. Sem usar a terminologia do cotidiano dos profissionais da sustentabilidade como: ACV ( análise do ciclo de vida ), inventário de emissões de GEE,  Relatórios GRI, etc , seu conteúdo simplifica o tema que mais cresce na agenda das empresas, governos e pessoas, estimulando que cada um passe a conhecer a sua pegada de energia, resíduos, água, terra e ar para em seguida desenvolver estratégias de como se relacionar com os recursos do meio ambiente.

Melhor do que ler minhas palavras, todas empolgadas com o tema e com a oportunidade de compartilhar o que estou aprendendo no MBA de Gestão Ambiental e Práticas de Sustentabilidade do Instituto Mauá de Tecnologia,  é ler a reportagem inteira

Fabiano Facó - Habitante Verde

Fabiano Facó - Habitante Verde

nesse link: http://bit.ly/9ejTZA

Pode clicar que você vai gostar!

Com muito orgulho, os créditos da foto vão para Khym Facó, meu filho.

Bom exemplo ” Anti-Greenwashing “


O Guia do Greenpeace que informa o ranking dos principais fornecedores de equipamentos eletrônicos e seus compromissos com a sustentabilidade ambiental, permanece com a Fabricante Finlandesa de Celulares na liderança. A versão mais recente, de maio de 2010, pode ser visualizada clicando aqui. Esse guia pode orientar o consumidor verde ou aquele que está migrando de cinza para verde, oferecendo informações que precisam ser consideradas no processo de decisão de compra do seu novo equipamento. Além dos  itens relacionados com preço, tamanho, acesso para redes internet, 3G e Wifi, aplicativos e assistência técnica, é imperativo que o aspecto da sustentabilidade ambiental de cada empresa, também faça parte da nossa decisão de compra. Em outras palavras, o consumidor precisa conhecer como a marca da sua escolha está se relacionando com os recursos da natureza e como pretende intensificar essa relação daqui para frente.

 

Descobri esse guia através de uma apresentação da própria Empresa, ministrada pelo Guilherme Koga no dia 10 de Junho por ocasião do Seminário Gestão de Resíduos e Pós-Consumo  no Varejo da FGV.  Além do guia, outras ações merecem destaque pelo resultado já obtido, bem como servem de comparação com a crescente onda de propagandas e publicidades na linha do greenwashing.

A Fabricante Finlandesa destacou ações já implementadas, como também seu compromisso de investir em pesquisas que promovam profundas análises no ciclo de vida de seus produtos. Dessa forma, poderá realizar uma transição para intensificar o uso de matéria-prima renovável sempre que possível, como também transformar o design, fazendo com que os equipamentos possam apresentar mais eficiência no momento de serem reciclados.

Das ações já implantadas, as embalagens foram reduzidas e ajustadas para abrigarem o celular, carregador, manual e acessórios de alguns modelos. Ou seja, além de reduzir o uso de papel, tinta e tudo que envolve o processo de produção de uma embalagem, não podemos esquecer que essa redução também implica no baixo consumo de combustíveis, pois o mesmo transporte, seja aéreo ou terrestre, está transportando mais equipamentos com o mesmo consumo. Não deve parar por aí! A Europa já determinou por Lei, que os carregadores deverão ser compatíveis com todos os modelos e fabricantes. Isso significa que você poderá trocar de celular, sem precisar de um novo carregador. Agora é torcer para que essa Lei chegue por aqui também.

Destaco o programa de reciclagem implantado pela Finlandesa, porque o mesmo foi concebido para oferecer retorno financeiro tangível e não apenas para ser usado em publicidade. Esse retorno irá acontecer em médio prazo, na medida que a Empresa possa comercializar todo o material nobre, ouro por exemplo, que é aproveitado no seu processo mundial de reciclagem, com objetivo de serem re-utilizados em novos equipamentos. Basicamente, a coleta começa nos postos de assistência técnica e de lá são enviados para Centros de Triagem.  No vídeo que segue, você pode conhecer mais detalhes do processo fim-a-fim da reciclagem:

 

Creio que os próximos passos da Finlandesa, seja aumentar o volume de participação dos seus consumidores, pois esse volume irá trazer os resultados projetados no seu planejamento. Imagino que estejam procurando campanhas que possam mobilizar o incremento desses números na sua fonte, ou seja, nas pessoas que ainda não se sentem estimuladas em disponibilizar seu equipamento para reciclagem. Talvez fosse o caso de ampliar esse projeto com a participação das operadoras de celular e demais pontos de vendas, transformando a atitude do consumidor em algum tipo de bônus, quando do momento da entrega do seu equipamento usado. Seja na troca por um novo ou através de promoções na conta de utilização da linha. Nesse contexto, o Fabricante, a Operadora e o Consumidor  irão dividir os ganhos econômicos tangíveis e intangíveis.  Seguindo essa linha,  Fabricante e Operadora automaticamente se enquadram na nova Política de Resíduos Sólidos que será aprovada em breve pelo Senado, onde basicamente as empresas serão responsabilizadas pelo correto e adequado descarte dos seus produtos.

Convido aos leitores para compartilharem sua sugestões de como a Finlandesa pode aumentar o volume dos equipamentos a serem considerados em relação ao atual programa de reciclagem. Essas idéias podem abranger a  participação de outros protagonistas nesse cenário como: Operadoras do Serviço de Telefonia Celular , Pontos de Vendas e Consumidores e obviamente os Fabricantes.

 

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