Sabem quem chegou nos 30 + votados do TopBlog?


Depois de chegar entre os 100 mais votados no Prêmio TopBlog 2010 , o Habitante Verde agora flutua entre os 30 primeiros dessa nova fase. Digo flutua, porque ele pode ficar entre os 30 ou não. Esse vai e vem, permanece até 10 de Novembro de 2010, onde votos do Júri Popular e Júri Acadêmico irão escolher os três mais votados. O Habitante Verde tinha duas metas: A primeira foi estar entre os 100 primeiros, conseguiu! A segunda é permanecer entres os 30 mais votados, ou seja, onde está agora, como indica o dinâmico placar dos TopBlogs 30 + votados.

Top 30 + votados

Top 30 + votados

Para quem foi inventado em setembro de 2009, para contar a história de uma mudança de vida profissional para o segmento da sustentabilidade empresarial,  o Habitante Verde pode ser considerado o estagiário da turma dos 30. Clique nos outros Blogs para saber com quem ele está compartilhando essa disputa:

a arte de modificar A HORA DO PLANETA É A SUA HORA Ambiente Brasil Blog Caiçara Blog da Gisele Blog do Rancho Boas Atitudes

Bonito Birdwatching Canta Cantos Ciencia Blogada CPEA � Centro de Pesquisas e Estudos Agrários e Ambientais Doural Sustentável

EcoD ECOLOGANDO E esse tal meio ambiente? Irradiando Luz Meu Velho Chico Minha Vida Eco-Chic Mundo Possível | Vidas Possíveis

organização sócio ambiental para biodiversidade miraterra – omt PAGINAS VERDES BRASIL plantandoconsciencia Plurale em site

Pra Hoje! Ruas Digitais: Inclusão digital com moradores de rua SETRI SUSTENTABILIDADE Teofilo Educ@ na Mata

Trinca-ferro verdadeiro Vivo Verde

Todos aí de cima são espaços informativos e educativos com foco na sustentabilidade ambiental e com suas lentes ampliadas para Empresas, Governo, ONGS e a Vida cotidiana das pessoas que estão se transformando em Habitantes Verdes; aliás, você pode votar neles também!

Quero agradecer a todos os amigos pessoais, amigos profissionais, amigos digitais, professores,  alunos e funcionários  dos cursos de MBA de Gestão Ambiental e Práticas de Sustentabilidade do Instituto Mauá de Tecnologia e do Curso de Gestão para o Baixo Carbono da Fundação Getúlio Vargas. Foram os votos e incentivos de vocês que trouxe o Habitante Verde até aqui!

Para fechar esse texto de comemoração e agradecimentos, vou aproveitar e pedir mais votos para vocês! Quem já votou, pode indicar para outra pessoa votar também! Basta clicar aqui :

Espaço especialmente dedicado para votar no Habitante Verde para permanecer entre os 30 + votados

Abraços Verde$, Facó



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Relatório de Atividades do GVces mostra muitos gols.


O Relatório de Atividades do GVces, Centro de Estudos em Sustentabilidade da EAESP, mostra porque o seu time anda marcando vários gols no protagonismo do tema da sustentabilidade. A versão de 2009 oferece significativa inspiração e exemplo para que as demais Instituições de Ensino se motivem a construir essa competência dentro das suas administrações. Cada uma pode construir seu núcleo conforme sua cultura, maturidade e identidade. Dessa forma, irão acelerar sua contribuição e participação como entidades formadoras de opinião no cenário da sustentabilidade e de  transformação cultural.

O Relatório destaca temas extremamente relevantes para sociedade, empresas e governo, todos desenvolvidos pelo time do GVces, com ajuda de Empresas Parceiras e Apoiadoras. Os principais tópicos do Relatório são:

– Desenvolvimento Local e Produção Sustentável;

– Sustentabilidade Empresarial e  Global;

– Finanças Sustentáveis e Consumo Sustentável;

– Revista Página 22;

– Educação,  Comunicação e  Publicações;

– Sua Equipe, Parceiros e Apoiadores de 2009;

Compartilho com o time do GVces a sugestão de publicar no Relatório de 2010, informações que contem a pegada e a gestão dos recursos utilizados no dia-a-dia da Fundação Getúlio Vargas, em todos os seus Campos. Ou seja, compartilhar seu consumo de água, energia, inventário de GEE e gestão dos seus resíduos, como também seu plano de redução, otimização e educação do seu público interno.

Com isso,  a frase ” Casa de ferreiro, espeto é de pau ” nunca irá se conectar com sua marca. Em outras palavras, todo esse conteúdo rico e inovador  que está sendo produzido pelo GVces, poderá também ser aproveitado pela equipe de gestão ambiental da própria FGV, ampliando assim seu leque de contribuição para seus Stakeholders.

O Relatório na sua integra pode ser baixado nesse link, pois está disponível  no site do GVces

Toda equipe do GVces está de parabéns pois são projetos de resultados mensuráveis e de benefícios de longo prazo.

Trata-se de um caminho de mudança cultural.

Relatório de Atividades do GVces de 2009

Relatório de Atividades do GVces de 2009

Sustentabilidade Empresarial: Custo extra ou impulso nos negócios ?


A Revista Promo Insights é uma revista digital que oferece conteúdo sobre marketing promocional, tendências, pesquisas inéditas, dicas e artigos de especialistas. Seu público alvo compreende algo em torno de 100 mil profissionais como presidentes, diretores, gerentes e executivos de marketing, compras, comunicação, trade-marketing, recursos humanos, eventos, promoção e propaganda, das principais empresas e agências do país.   A última edição, de número 14,  pode ser lida na web, bastando clicar aqui

Esse número traz uma matéria da Jornalista Ana Luiza Panazzolo chamada Sustentabilidade Empresarial: Custo extra ou impulso nos negócios ?

Contando com a colaboração de Bernadete Ângelo de Almeida e minha, Ana conseguiu compartilhar com seus leitores um resumo do que significa a competência da sustentabilidade empresarial, através de um texto leve e informativo. Sem usar a terminologia do cotidiano dos profissionais da sustentabilidade como: ACV ( análise do ciclo de vida ), inventário de emissões de GEE,  Relatórios GRI, etc , seu conteúdo simplifica o tema que mais cresce na agenda das empresas, governos e pessoas, estimulando que cada um passe a conhecer a sua pegada de energia, resíduos, água, terra e ar para em seguida desenvolver estratégias de como se relacionar com os recursos do meio ambiente.

Melhor do que ler minhas palavras, todas empolgadas com o tema e com a oportunidade de compartilhar o que estou aprendendo no MBA de Gestão Ambiental e Práticas de Sustentabilidade do Instituto Mauá de Tecnologia,  é ler a reportagem inteira

Fabiano Facó - Habitante Verde

Fabiano Facó - Habitante Verde

nesse link: http://bit.ly/9ejTZA

Pode clicar que você vai gostar!

Com muito orgulho, os créditos da foto vão para Khym Facó, meu filho.

Bom exemplo ” Anti-Greenwashing “


O Guia do Greenpeace que informa o ranking dos principais fornecedores de equipamentos eletrônicos e seus compromissos com a sustentabilidade ambiental, permanece com a Fabricante Finlandesa de Celulares na liderança. A versão mais recente, de maio de 2010, pode ser visualizada clicando aqui. Esse guia pode orientar o consumidor verde ou aquele que está migrando de cinza para verde, oferecendo informações que precisam ser consideradas no processo de decisão de compra do seu novo equipamento. Além dos  itens relacionados com preço, tamanho, acesso para redes internet, 3G e Wifi, aplicativos e assistência técnica, é imperativo que o aspecto da sustentabilidade ambiental de cada empresa, também faça parte da nossa decisão de compra. Em outras palavras, o consumidor precisa conhecer como a marca da sua escolha está se relacionando com os recursos da natureza e como pretende intensificar essa relação daqui para frente.

 

Descobri esse guia através de uma apresentação da própria Empresa, ministrada pelo Guilherme Koga no dia 10 de Junho por ocasião do Seminário Gestão de Resíduos e Pós-Consumo  no Varejo da FGV.  Além do guia, outras ações merecem destaque pelo resultado já obtido, bem como servem de comparação com a crescente onda de propagandas e publicidades na linha do greenwashing.

A Fabricante Finlandesa destacou ações já implementadas, como também seu compromisso de investir em pesquisas que promovam profundas análises no ciclo de vida de seus produtos. Dessa forma, poderá realizar uma transição para intensificar o uso de matéria-prima renovável sempre que possível, como também transformar o design, fazendo com que os equipamentos possam apresentar mais eficiência no momento de serem reciclados.

Das ações já implantadas, as embalagens foram reduzidas e ajustadas para abrigarem o celular, carregador, manual e acessórios de alguns modelos. Ou seja, além de reduzir o uso de papel, tinta e tudo que envolve o processo de produção de uma embalagem, não podemos esquecer que essa redução também implica no baixo consumo de combustíveis, pois o mesmo transporte, seja aéreo ou terrestre, está transportando mais equipamentos com o mesmo consumo. Não deve parar por aí! A Europa já determinou por Lei, que os carregadores deverão ser compatíveis com todos os modelos e fabricantes. Isso significa que você poderá trocar de celular, sem precisar de um novo carregador. Agora é torcer para que essa Lei chegue por aqui também.

Destaco o programa de reciclagem implantado pela Finlandesa, porque o mesmo foi concebido para oferecer retorno financeiro tangível e não apenas para ser usado em publicidade. Esse retorno irá acontecer em médio prazo, na medida que a Empresa possa comercializar todo o material nobre, ouro por exemplo, que é aproveitado no seu processo mundial de reciclagem, com objetivo de serem re-utilizados em novos equipamentos. Basicamente, a coleta começa nos postos de assistência técnica e de lá são enviados para Centros de Triagem.  No vídeo que segue, você pode conhecer mais detalhes do processo fim-a-fim da reciclagem:

 

Creio que os próximos passos da Finlandesa, seja aumentar o volume de participação dos seus consumidores, pois esse volume irá trazer os resultados projetados no seu planejamento. Imagino que estejam procurando campanhas que possam mobilizar o incremento desses números na sua fonte, ou seja, nas pessoas que ainda não se sentem estimuladas em disponibilizar seu equipamento para reciclagem. Talvez fosse o caso de ampliar esse projeto com a participação das operadoras de celular e demais pontos de vendas, transformando a atitude do consumidor em algum tipo de bônus, quando do momento da entrega do seu equipamento usado. Seja na troca por um novo ou através de promoções na conta de utilização da linha. Nesse contexto, o Fabricante, a Operadora e o Consumidor  irão dividir os ganhos econômicos tangíveis e intangíveis.  Seguindo essa linha,  Fabricante e Operadora automaticamente se enquadram na nova Política de Resíduos Sólidos que será aprovada em breve pelo Senado, onde basicamente as empresas serão responsabilizadas pelo correto e adequado descarte dos seus produtos.

Convido aos leitores para compartilharem sua sugestões de como a Finlandesa pode aumentar o volume dos equipamentos a serem considerados em relação ao atual programa de reciclagem. Essas idéias podem abranger a  participação de outros protagonistas nesse cenário como: Operadoras do Serviço de Telefonia Celular , Pontos de Vendas e Consumidores e obviamente os Fabricantes.

 

Rethink, Rebuild e Report – Reunião Mundial do GRI.


Nos dias 26, 27 e 28 de Maio de 2010, aconteceu em Amsterdan a Conferência Mundial do GRI Global Report Initiative com foco em Sustentabilidade e Transparência. Foi chamada de Rethink, Rebuild e Report.

Melhor do que escrever o que aconteceu por lá, é ouvir da vozes  que estiveram presentes, as mensagem que deixaram durante os 3 dias.

Se você tiver interesse em se capacitar no desenvolvimento da metodologia GRI, nos dias 22 e 23 de Junho será ministrado em São Paulo um treinamento através do Instituto  UniEthos. Clique aqui para conhecer o escopo e valores.

Compartilho aqui alguns vídeos para conhecimento de todos:

Sustentabilidade x Futebol! Um jogo com ECO em todas as Torcidas.


Agora de tarde li um texto que há tanto estava procurando.  Ele se chama Corinthians marca gol pela sustentabilidade “ , é curto e vale a pena um clic no link para saber o que o Timão está fazendo com os Verdes.

Ele mostra que o tema da gestão ambiental ou a competência da sustentabilidade, começa a marcar  gols no mundo do Futebol. Esse midiático e apaixonante esporte tem um incalculável poder de ecoar esse assunto junto aos apaixonados torcedores.  Basta imaginar quantos milhões de Torcedores, uma marca como Flamengo, poderá influenciar quando começar a se comunicar através do tema da sustentabilidade ou meio-ambiente. Sem contar, os ganhos intangíveis para sua imagem perante aos sócios, torcedores e patrocinadores.

O Futebol está alavancando várias inovações e transformações em toda indústria que lhe cerca. Elas vão desde a confecção do material esportivo até  construções de Estádios e Arenas, fazendo uso das tecnologias verdes. Contudo, seu poder de influência através dos seus Clubes e Ídolos , que tanta paixão e entretenimento exercem em seus torcedores, irá contribuir para ampliar as ações e discussões que envolvem o segmento Verde.

Sustentabilidade X Futebol

Sustentabilidade X Futebol

Todavia, para aqueles Clubes que estão trilhando o caminho da profissionalização, já podem marcar seus gols em prol da sustentabilidade esportiva e aos poucos, irem inserindo essa competência em seus estatutos ou modelos de negócios através de ações como:

  1. Plano de gerenciamento de resíduos sólidos e orgânicos, organizados por coleta seletiva de papel, plástico, metal, madeira, óleo de cozinha, pilhas, lâmpadas e orgânicos. Toda essa matéria prima, chamada no século passado de “lixo”, poderá ser vendida ou doada para cooperativas ou empresas que garantam o correto destino para indústria ou aterro;

  2. Projeto de coleta de água de chuva para regar gramados, instalações e outros fins. Quem sabe, a água das piscinas inclusive;

  3. Projeto que possa fazer uso de eficiência energética através de painéis de energia solar ou outras fontes renováveis;

  4. Desenvolver um estudo que possa estimar os índices de emissões de gases de efeito estufa gerados pela sua rotina de treinos, viagens e jogos. Conhecido esse dado, buscar ações que compensem tais emissões em conjunto com seus Torcedores;

  5. Estabelecer parcerias com seus fornecedores, incentivando que todo material esportivo possua índices crescentes de utilização de matéria prima reciclada na confecção de seus uniformes de treinos, jogos, viagens e aqueles disponíveis para venda aos seus torcedores;

  6. Buscar um espaço na camisa ou calção ou meião onde haja algum símbolo comunicando a sua Torcida o compromisso que todos devemos ter com o Meio-Ambiente;

  7. Desenvolver uma campanha que possa engajar funcionários e fornecedores em novas atitudes em prol da sustentabilidade;

  8. Engajar seus ídolos para que possam participar de campanhas, premiações e sorteios para seus Torcedores sobre temas e boas práticas que se enquadrem no tema Verde;

  9. Publicar em seus websites todas suas ações relacionadas com a sustentabilidade esportiva;

  10. Incentivar Federações e Confederações para que desenvolvam projetos sobre o tema junto aos Torcedores;

  11. Transformar cada gol em uma árvore plantada. Conheça o ” Jogando pelo Meio Ambiente ” ;

Aí estão 11 golaços que irão ajudar nossos Clubes a jogarem e ganharem essa nova partida. Se o Futebol já tem um papel de enorme influência no entretenimento dos torcedores, a partir de agora,  irá aumentar muito mais, dando essa contribuição para suas vidas e suas Empresas.

Show de Bola Verde

Show de Bola Verde


Finalizo com uma divertida sugestão para o Clube de Regatas do Flamengo buscar um espaço no seu uniforme para comunicar seu engajamento com os recursos do meio-ambiente:

RECICLAR   REDUZIR   REPENSAR   RECUSAR   e   REUTILIZAR

RECICLAR REDUZIR REPENSAR RECUSAR e REUTILIZAR

O Papel do Líder da Sustentabilidade Corporativa


O Papel do Líder da Sustentabilidade Corporativa


Sabemos que são poucas as empresas que já designaram o seu líder na competência da sustentabilidade corporativa. Nas empresas multinacionais, esse profissional é chamado de CSO – Chief Sustainability Officer, seguindo a moda das siglas como CEO, CFO, CIO, CTO dentre outras. Nas empresas nacionais, pode ser chamada de Diretora ou Gerente de Sustentabilidade.

O nome do cargo é escolhido conforme a cultura e práticas de recursos humanos de cada empresa. O mais importante aqui é refletir e debater sobre a missão desse importante profissional no novo cenário empresarial.

Se essa competência é, de fato, uma prioridade para a empresa, esse líder se reportará diretamente para ao CEO ou Presidenta. Nesse nível de reporte, a empresa informará claramente para a organização e aos seus stakeholders, que a Sustentabilidade Corporativa passará a ser uma competência estratégica para o seu negócio.

O  perfil comportamental dessa profissional deverá estar relacionado à sua capacidade de atuar como agente de transformação como também um excelente nível de relacionamento interpessoal. Ela transitará e atuará com todas as organizações, devendo abrir e manter portas abertas com  seus pares e colaboradores. Uma dose ajustada de bom humor e paciência, ajudará bastante, porque nem todos os profissionais são maduros e preparados  para reconhecer na sustentabilidade corporativa, algo importante para empresa na sua totalidade. Seja dentro ou fora dela.

É possível listar as principais atribuições da Líder da Sustentabilidade Corporativa, contudo, cada CSO ou cada Executiva deverá moldar esta competência considerando aspectos como necessidades imediatas de cada empresa, sua maturidade frente ao tema e seu respectivo mercado.

Podemos contextualizar suas atribuições dentro dos âmbitos externo e interno à empresa:

Atuação externa:

Ser porta-voz e formador de opinião sobre a Sustentabilidade Corporativa através da publicação de artigos, palestras, exposição de projetos da empresa e debates com seus pares;

Relacionar-se com líderes do pensamento em sustentabilidade corporativa, mantendo-se como canal aberto de comunicação;

Trabalhar com Marketing de Comunicação para posicionar a empresa como player focado na sustentabilidade corporativa;

Acompanhar os passos da concorrência local e global e promover estudos de análise de tendências de mercado e tecnologias;

Incentivar, coordenar e permitir a colaboração da empresa em projetos de sustentabilidade e melhores práticas, sempre observando o contexto no qual a empresa está inserida;

Representar a empresa junto aos órgãos governamentais e institucionais diretamente ligados ao tema da sustentabilidade;

Atuação interna:

Ω Desenvolver uma visão estratégica para a empresa, garantindo que a competência da sustentabilidade permeie toda a  organização;

Ω Interagir com a organização para coordenar recursos em todas as áreas visando o compartilhamento de idéias, tecnologias, processos e melhores práticas;

Ω Incentivar e promover a participação de todos os colaboradores;

Ω Trabalhar com Marketing de Produto e Serviços para estabelecer plano de ação para promover ajustes nos produtos atuais e futuros, maximizando os índices de sustentabilidade no seu desenvolvimento, embalagem, entrega, logística reversa e descarte;

Ω Trabalhar com Setor Jurídico para garantir aderência às leis e legislações de cunho ambiental;

Ω Desenvolver uma equipe de profissionais de sustentabilidade na empresa e suas linhas de negócios, aproveitando os recursos existentes e mobilizando outros apoios, com objetivos de promulgar uma mudança de cultura, políticas e melhores práticas.

Ω Criar Key Performance Indicators para serviços e produtos visando componentes da sustentabilidade;

Ω Avaliar aplicabilidade por exigência ou boas práticas de certificações como ISO 14001, Sistemas de Gestão Ambiental, Gestão das Emissões e Mitigações de GEE (Gases de Efeito Estufa)

Ω Garantir implantação e efetiva manutenção de um plano de redução de resíduos, bem como de transformação destes em matéria-prima a ser reciclada;

Ω Desenvolver com a área de compras, políticas de compras sustentáveis, criando um ranking para os fornecedores que deverão  se comprometer a trabalhar com essa competência nos seus negócios;

Ω Criar medidores de eficiência energética, hídrica e de qualidade do ar;

Ω Promover programas de treinamento e desenvolvimento contínuos dos colaboradores para que se comprometam tanto dentro da empresa como em seus lares;

Ω Aderir às boas práticas da empresa tais como governança corporativa, gerenciamento de projetos, dentre outras;

Ω Apresentar relatórios periódicos dos principais KPIs;

Ω Coordenar e apresentar o relatório anual de sustentabilidade.

Finalizo reforçando que o CSO é uma realidade em poucas empresas e um futuro não muito distante para as demais.

Prometo retornar em breve, falando do CSO inserido em cada tipo de indústria e mercados e seu papel na transformação de empresas cinzas e Verde$.

Reflexões sobre o recém aprovado projeto de lei da Política Nacional de Resíduos Sólidos


Se analisado sob a ótica dos resíduos industriais, o projeto de lei em questão propõe fazer uso de ferramentas da ecologia industrial (avaliação de ciclo de vida; logística reversa; redução, reciclagem, reuso e remanufatura e ecodesign) como instrumentos de gestão pública. Esta abordagem é inovadora e representa um grande desafio, de modo que a transformação deste marco regulatório em lei poderá proporcionar futuramente grande um avanço na gestão de resíduos no País.

A abordagem da gestão e do gerenciamento de resíduos vem aos poucos saindo do controle no descarte para o controle durante todo o ciclo de vida, vislumbrando a não geração de resíduos e a qualidade ambiental dos processos, bem como a oferta de produtos sustentáveis. Contudo, para fechar este ciclo é necessário além da abordagem técnica, estratégias de cunho econômico, social e político. Dentro da esfera social convém ressaltar, a intrincada e particular relação que ocorre no Brasil entre resíduos, responsabilidade e inserção social, aspecto importante a ser considerado. Como exemplo, pode-se citar o caso das latinhas de alumínio, fonte de renda para inúmeros catadores, pessoas geralmente marginalizadas do mercado de trabalho formal.

O desenvolvimento econômico brasileiro aconteceu de forma não uniforme entre os diversos estados e até mesmo entre municípios. A distribuição geográfica das diversas atividades econômica no país criou diferentes níveis de cultura relacionados com a gestão de resíduos. É, portanto, fundamental compreender os diferentes níveis de desenvolvimento existentes em âmbito regional para que a futura Política Nacional dos Resíduos Sólidos possa ser implementada considerando uma perspectiva de sustentabilidade realista para cada região.

A gestão integrada dos resíduos sólidos, considerado no projeto de lei, já vem sendo adotada em alguns municípios e setores industriais e a partir da aprovação da lei, espera-se que esta adoção possa seja ampliada para a gestão no contexto das cadeias produtivas. Esta visão é importante nos diversos elos de uma mesma cadeia produtiva bem como na intersecção entre cadeias distintas. Neste último caso, são ilustrativos os casos de reutilização, reuso e reciclagem de embalagens, destaque especial mais uma vez às latinhas de alumínio, que coloca o Brasil como o primeiro do ranking da reciclagem deste tipo de resíduo.

As iniciativas de gestão integrada já são práticas disseminadas em países da comunidade européia, como na Alemanha, e também no Japão. No Brasil, a coleta, transporte e disposição de vários resíduos perigosos (Classe I) já são objeto de regulação específica (por exemplo: resoluções CONAMA 257, 258 e 264), porém, nem todos os estados dispõem de mecanismos de comando e controle para que a gestão de todo este processo seja feita de forma eficiente. Além disso, nem todos os estados já elaboraram seus inventários de resíduos sólidos industriais no contexto do inventário nacional deflagrado há pelo menos uma década (resolução CONAMA 313).

No Brasil as inovações em gestão por parte das empresas, via utilização de avaliação de ciclo de vida, ecodesign, reciclagem etc. são ainda tímidas, pois se situam na esfera das grandes empresas e corporações localizadas em sua grande maioria no eixo Sul – Sudeste. Em suma, como “situação – problema”, tem-se que a realidade atual da gestão dos resíduos sólidos no País, em nível de cadeias produtivas geradoras de resíduos industriais, muitos destes perigosos à saúde humana e ao meio ambiente, ainda prescinde de uma gestão integrada. Esta gestão deve enfocar aspectos técnicos, econômicos, sociais e ambientais, que, por sua vez, demandam uma abordagem que desça ao nível dos elos das cadeias produtivas, por meio da aplicação de conceitos e ferramentas de gestão como avaliação de ciclo de vida, reciclagem, reuso, ecodesign, dentre outros.

Neste contexto, é importante lembrar também que se transformado em lei, o projeto de lei em questão, terá interrelação com vários outros diplomas legais, quais sejam: a Lei 11.107/2005 – Lei dos Consórcios Públicos e seu Decreto regulamentador; a Lei 11.445/2007 – Lei do Saneamento Básico; a Lei 9.433/1997 – Lei que instituiu a Política Nacional de Recursos Hídricos; a Lei 6.938/1981 – Política Nacional de Meio Ambiente; a Lei no. 9.795/1999 – Política Nacional de Educação Ambiental; a Lei 10.257/2001 – Estatuto das Cidades; bem como resoluções Conama pertinentes ao tema.

Neste sentido, em função dessas interrelações com outras leis, a implementação da futura lei certamente não será uma tarefa fácil. Acrescente-se a isso, as diferenças culturais que têm efeito na forma como as pessoas abordam a problemática dos resíduos em nível regional. Destaque-se também a necessidade de se construir todo um aprendizado, em nível nacional, no contexto de cadeias produtivas, para que as ferramentas de gestão preconizadas pelo projeto de lei possam ser utilizadas de forma efetiva e eficiente após a aprovação da lei.

Mauro Ruiz

Mauro Ruiz

Prof. Mauro Silva Ruiz – coordenador do MBA em Gestão Ambiental e Práticas de Sustentabilidade do Instituto Mauá de Tecnologia em São Caetano. Pesquisador do Instituto de Pesquisas Tecnológicas do Estado de São Paulo – IPT. Contato: ruiz@ipt.br

Cláudia Teixeira

Cláudia Teixeira

Profa Cláudia Echevenguá Teixeira – professora da disciplina Seminários em Meio Ambiente do MBA em Gestão Ambiental e Práticas de Sustentabilidade do Instituto Mauá de Tecnologia em São Caetano. Pesquisadora do Instituto de Pesquisas Tecnológicas do Estado de São Paulo – IPT. Contato: cteixeira@ipt.br

O que é ser Sustentável?


O que é ser Sustentável ?

Gosto de começar as primeiras aulas do ano fazendo essa pergunta aos meus alunos. Quase que invariavelmente vejo rostos com expressões desconfiadas, coloridas, verdadeiras “caras de paisagem”. Investigo e avanço um pouco mais o tema e vou percebendo que há luz no fim do túnel.

No meu caminho de volta para casa penso no assunto. O que eu faria, ou melhor, o que será que tenho feito para contribuir com o aclamado desenvolvimento sustentável? Meu refrigerador tem eficiência energética “A”. Fecho a torneira enquanto escovo os dentes. Gosto de comprar alimentos com selos que indicam respeito a práticas socioambientais. Separo meu lixo religiosamente todos os dias. Será que contribui? Às vezes fico com pena daquela água que lava a latinha de creme de leite antes dela ir parar no cesto de lixo reciclável. Fico pensando em quanto tempo, dinheiro e produtos químicos foram utilizados pra fazer com que aquela água que lava a latinha chegasse à torneira da pia do meu apartamento, limpinha. Desconfio da minha ação, mas deposito orgulhosa nas lixeiras do condomínio meu lixo reciclável quatro vezes mais volumoso que meu lixo orgânico, mesmo assim.

E o empresariado?   Será que faria “cara de paisagem” diante dessa pergunta?   O que é ser uma empresa sustentável?

Acredito que não faria. Em minha militância na área ambiental tenho visto ações ambientalmente responsáveis adotadas pelas empresas. Uso de fontes alternativas de energia, estudos de ciclo de vida de produtos e ecodesign, reuso de água, produtos certificados, construções certificadas, reciclagem, co-processamento, sistemas de gestão ambiental.

É claro que a legislação ambiental não deixa muita margem de escolha nas ações. A fiscalização, apesar de notoriamente deficiente (falta de verba e pessoal, equipamentos e veículos inapropriados ou em pequeno número), feita pelos órgãos ambientais nas três esferas da federação está no encalço principalmente das empresas e impõe condutas ambientalmente corretas sob pena de sanções e interdições.

Por outro lado, há empresários que perceberam oportunidades de negócios investindo em prestação de serviços na área ambiental. É crescente o número de empresas especializadas em coleta de resíduos, tratamento de efluentes, marketing verde etc. As indústrias por sua vez também têm se tornado mais verde. O  lema da administração de negócios dos últimos anos tem sido “ Green is Green ”, em uma analogia ao dólar.

Mas o que será do desenvolvimento sustentável se o ganho econômico e a melhoria da qualidade ambiental não agregar a vertente social por meio da distribuição desses benefícios?

O Brasil vive uma onda de crescimento econômico que, diga-se de passagem, não é novidade em nosso país. Investimentos em hidrelétricas, biocombustível, pré-sal trouxeram grandes riquezas, mas será que garantiram a inclusão social mediante promoção do desenvolvimento humano local?

Nos últimos anos cientistas e governantes de diversos países vêm discutindo os efeitos nocivos de um desenvolvimento historicamente não planejado sobre as reservas naturais do planeta. As mudanças climáticas têm sido apontadas como o efeito mais evidente da alteração dos ecossistemas.

Nesse início de ano vivenciamos aterrorizados os sintomas do aquecimento do planeta com fortes chuvas e inundações, em especial na região sul e sudeste, ventos fortes no sul do nosso país e grandes nevascas no hemisfério norte.

Acompanhamos no final do ano de 2009 em Copenhague a 15º Conferência das Partes (COP 15), reunião de cientistas e dirigentes de vários países com o objetivo comum de encontrar soluções para controle dessas alterações climáticas . [1]

[1] Na última edição dessa revista fizemos um breve histórico sobre a criação do marco legal internacional que propôs medidas para controle das mudanças climáticas, a Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre Mudança do Clima – CQNUMC, cujos dispositivos não possuem caráter coercitivo. Falamos sobre seu braço mandatório, o Protocolo de Quioto, que fixou limites obrigatórios para controle dos GEE. E vimos que os países signatários do Protocolo de Quioto foram divididos em Anexo I, para aqueles países considerados desenvolvidos e que tiveram metas de redução de GEE e o grupo dos “não-Anexo I” que reuniu os países em desenvolvimento, incluindo o Brasil.

Apesar da reunião terminar sem uma proposta objetiva e definitiva sobre metas de redução dos gases de efeito estufa (GEE) responsáveis pelas mudanças climáticas, nosso presidente da república lá presente, assumiu em discurso o compromisso de empenhar esforços para alcançar níveis consideráveis de redução desses gases em nosso território, muito embora as metas compulsórias para redução não caibam ao Brasil.

Coerente com sua promessa, em 28 de dezembro, o presidente Lula sancionou a Política Nacional sobre Mudança do Clima (PNMC) cujos objetivos devem estar em consonância com o desenvolvimento sustentável a fim de buscar o crescimento econômico, a erradicação da pobreza e a redução das desigualdades sociais.

Esta lei será regulamentada por um decreto com as metas de redução de emissão para cada setor da economia e o Governo já se programa para realizar reuniões com a sociedade civil, cientistas e empresários de áreas como construção civil, mineração, setor agropecuário, indústria de bens de consumo, de serviços de saúde e transporte público para discutir essas metas.

É evidente que esta lei vai gerar impacto nas atividades, resta saber se o empresariado vai aguardar o comando para agir ou adotar medidas preventivas.

Uma forma de se adiantar a essas exigências é fazer uso do Mecanismo de Desenvolvimento Limpo (MDL), uma das ferramentas do Protocolo de Quioto que permite que países industrializados (Anexo I) financiem projetos de redução de emissões de GEE em países em desenvolvimento (não Anexo I) gerando créditos de Reduções Certificadas de Emissões (RCE) como modo suplementar para cumprirem suas metas.

O Brasil foi pioneiro em negociar créditos de carbono originados de projeto de MDL. A Prefeitura de São Paulo, responsável pela administração do Aterro Bandeirantes, implementou um sistema de canalização dos gases gerados pela decomposição dos resíduos evitando assim que fossem parar na atmosfera. Esse seqüestro de GEE gerou créditos de carbono que foram negociados na Bolsa de Mercadorias e Futuros (BM&F) em 26 de setembro de 2007. O banco holandês Fortis Bank NV/SA pagou R$34 milhões por 808.450 créditos de carbono. [2]

[2] Para cálculo de emissão de GEE convencionou-se que uma tonelada de dióxido de carbono (CO2) corresponde a um crédito de carbono que pode ser negociado no mercado internacional

Segundo dados apresentados pelo Ministério da Ciência e Tecnologia (MCT), até o momento foram 5.804 projetos de MDL apresentados ao Conselho Executivo do Protocolo e “o Brasil ocupa o 3º lugar em número de atividades de projeto, com 438 projetos (8%), sendo que em primeiro lugar encontra-se a China com 2.162 (37%) e, em segundo, a Índia com 1.546 projetos (27%)”. [3]

Participação no Total de Atividades de Projeto no âmbito do MDL no Mundo

[3] Status atual das atividades de projeto no âmbito do Mecanismo de Desenvolvimento Limpo (MDL) no Brasil e no mundo. Última compilação do site da CQNUMC: 01 de fevereiro de 2010 ( http://www.mct.gov.br/upd_blob/0208/208544.pdf )

Dos 5.804 projetos apresentados, 2.029 foram efetivamente registrados pelo Conselho Executivo do MDL. A China ocupa a primeira posição com 732 registrados, seguida da Índia com 481 projetos e em terceiro lugar o Brasil com 168.

Projetos MDL Registrados no Mundo

Projetos MDL Registrados no Mundo - Fonte: MCT, 2010 (http://www.mct.gov.br/upd_blob/0208/208544.pdf)

Outra forma do empresário brasileiro se antecipar às metas de redução que serão impostas pelo decreto regulamentador da PNMC é aderir ao mercado voluntário de carbono. Organizações que não precisam diminuir suas emissões segundo as regras do Protocolo de Quioto há algum tempo já comercializam suas reduções de emissões em mercados voluntários, como o Chicago Climate Exchange.

Um outro cenário é aquele em que floresce naturalmente a conscientização de pessoas ou corporações por sua parcela de contribuição com o aquecimento global e recorrem às compensações de carbono; uma espécie de neutralização de suas pegadas ecológicas .

Quem pode fazer? Qualquer pessoa ou empresa. Onde? Em edifícios, meio de transporte, atividades diversas como operação de produtos e serviços, eventos como congressos, shows, conferências etc.

Como funciona? Empresas de consultoria calculam a emissão de GEEs do cliente a partir de uma referência: uso de eletricidade, quantidade de deslocamentos aéreos, utilização de veículo e tipo de combustível, a realização de evento etc. Com o resultado das emissões faz-se a compensação por meio de financiamento de projetos que absorvam esses gases da atmosfera, como o plantio de árvores em áreas de preservação permanente. Alguns exemplos de atividades que neutralizaram suas emissões:

Entretenimento: Banda Asa de Água na 4a. edição da Trivela na Praia do Forte, Bahia em 2010, show do grupo Rappa realizado em junho de 2009.

Companhias aéreas: Gol, TAM, Silverjet

Eventos: edição de inverno de 2009 do SPFW, Circuito Banco do Brasil de Vôlei de Praia de 2008

Empresas: Papel Report Carbono Zero da Suzano, Natura, Bosch Eletrodomésticos;

Essas iniciativas, entretanto, são tímidas e pontuais e poucas organizações investem em produtos e serviços carbono neutro, menos ainda em projetos que envolvam aspectos sociais.

O setor sucroalcooleiro já se adiantou e incentiva estudos que contabilizam o balanço de emissão de CO2 no ciclo do etanol.

O BNDES, que desde 2003 apóia ações de inovação para as micro, pequenas e médias empresas (MPMEs) lançou em 2009 um cartão que permite a contratação de serviços de pesquisa e desenvolvimento fornecidos por Instituições Científicas e Tecnológicas (ICTs) credenciados.

Entre os itens financiáveis estão aquisição de transferência de tecnologia, de serviços técnicos especializados em eficiência energética e impacto ambiental, design, prototipagem, resposta técnica de alta complexidade, avaliação da qualidade de produto e processo de software.

Em uma perspectiva de gestão de negócios frente às mudanças climáticas é preciso que o empresário pense em inovação e adote políticas de sustentabilidade. A nova ordem exige ações de estudo dos impactos ambientais provocados pela atividade e adoção das respectivas medidas mitigadoras. A sociedade está ampliando conhecimento e preocupação com a qualidade do meio ambiente e sente-se cada vez mais atraída por produtos e serviços de empresas com responsabilidade socioambiental.

Faça a sua parte!

Autora:

Adriana Ponce Coelho Cerântola é advogada especializada em meio ambiente, sócia-fundadora de Santos & Cerântola Sociedade de Advogados, docente e palestrante. Contato: adriana@santoscerantola.com.br (55 11) 3864-9501 e 9998-8885.

SUSTENTABILIDADE NAS EMPRESAS


Por onde começar?

Por que fazer parte do crescente cenário de Empresas Verde$ ?

O tema da Sustentabilidade está tomando mais espaço em todas as mídias como televisão, jornais, internet, revistas e outras que surgem quase todos os dias, principalmente advindas do mundo da web. Ao mesmo tempo em que esse tema ocupa seu merecido espaço, as empresas de grande, médio ou pequeno porte, de qualquer mercado, seja finanças, indústria ou serviços estão se fazendo muitas perguntas: Por onde começar? Por que fazer parte do crescente cenário de Empresas Verde$? Como posso agregar valor à minha empresa? Enfim, a lista de perguntas é grande e esse artigo pretende estimular essa reflexão e incentivar que outras perguntas sejam formuladas.

Esse momento da Sustentabilidade é extremamente rico e estimulante pelo seu caráter investigativo e inovador, pois ninguém tem uma receita de bolo completa e testada que possa servir de exemplo sobre os acertos e erros nesse segmento.

Um bom começo parte da iniciativa de inserir sustentabilidade como parte da sua estratégia, do seu modelo de negócio, podendo seguir o conceito do triple bottom line, ou seja, direcionando seu crescimento e valorização por meio de ações sociais, ambientais e econômicas.
É possível associar sustentabilidade com redução de custos, e algumas empresas já perceberam isso. Veja o caso da Nike que em uma linha de produtos utiliza matéria-prima como algodão plantado num raio de até 300 quilômetros da sua unidade industrial. Além de reduzir o custo e as emissões do transporte de longa distância acaba por fomentar o trabalho local. Outra empresa que aderiu ao greening foi a UNILEVER que inovou em uma de suas linhas de cosméticos criando uma embalagem mais fina, economizando, segundo a empresa o equivalente a 15 milhões de embalagens tradicionais.

A GE é outro exemplo de sucesso, e tornou-se benchmarking de inovação e sustentabilidade. Seu presidente, Jeffrey Immelt, anunciou em 2007 uma nova linha de produtos com o selo Ecomagination. A estratégia da empresa foi incorporar a sustentabilidade ao ciclo tradicional de inovação, em vez de criar novos sistemas de gestão. Resultado, em apenas dois anos a receita dos produtos verdes cresceu três vezes mais que a média de vendas da empresa para os produtos tradicionais. Em 2006, foram US$ 11,5 bilhões. Foi nessa ocasião que Immelt afirmou “green is green” numa clara alusão às notas verdinhas de dólar. Essa expressão ganhou destaque na mídia e percorreu o mundo servindo de inspiração para outras companhias.

Sendo assim, assumir que sua empresa abraçou a sustentabilidade na sua estratégia e que, depois do lucro ela terá uma significativa prioridade, é o passo inicial. Dessa forma o engajamento do presidente e corpo executivo, que obviamente, terão sua remuneração associada com esse novo desafio, é fundamental para garantir a implementação da sustentabilidade em todos os processos do seu negócio fim-afim.

O próximo passo será avaliar se cabe a contratação de serviços de consultoria para dar suporte à sua empresa no processo de inserção dessa competência e desse novo processo ou, se o melhor caminho é criar uma área ou organização que gerencie esse segmento ou ainda, se é possível optar por um mix dessas opções. O mais importante aqui é que seja assimilado que esse tema dever ter atuação cruzada e matricial por todas as áreas da sua organização e, conforme a maturidade da sua empresa ou negócio. Como saber se sua Empresa está se inserindo no grupo das Empresas Verde$? Você terá uma boa noção do quanto sua empresa é sustentável, criando indicadores que lhe apontem e ajudem na construção dessa percepção junto aos seus stakeholders.

Empresas Verde$

Empresas Verde$

O que são indicadores? Simplificando o conceito, os indicadores são unidades que permitem medir o desempenho de atividades, produtos entre outros interesses.

Assim, o indicador de sustentabilidade  é uma unidade de medida, um elemento informativo de natureza física, química, biológica, econômica, social e institucional – representado por um termo ou expressão que possa ser medido, ao longo de determinado tempo, a fim de caracterizar ou expressar os efeitos e tendências e avaliar as inter-relações entre os recursos naturais, saúde humana e a qualidade ambiental (dos ecossistemas),  estreitamente alinhado e harmonizado com o entendimento de aspectos econômicos, ambientais e sociais. (FURTADO, 2009, p. 123)

Considerando que Sustentabilidade fará parte do DNA da sua empresa, é imperativo que todas as áreas e processos de negócios façam parte desse contexto.

Como exercício de reflexão, podemos passar rapidamente por alguns processos de negócio envolvendo a área de marketing da empresa e aspectos legais, já que são as áreas de atuação dos autores desse artigo.

Marketing de Comunicação: na medida em que sua empresa desenvolva esses indicadores, não hesite em comunicá-los para o seu mercado. Procure por grupos e associações do seu segmento que já estejam dialogando sobre Sustentabilidade. Reserve parte do seu orçamento para patrocínio e associações que possam compartilhar experiências do seu mercado alvo e seus competidores.

Marketing de Produto: com base no conceito de produção mais limpa, avalie onde você pode adotar práticas de reciclar, reduzir, reutilizar, recusar e repensar seus produtos. Comece pelo dia que a matéria-prima chega à sua empresa até o dia que ela sai para ser adquirida pelo seu cliente.

Crie seus indicadores, lembrando que só é possível mudar aquilo que conhecemos e medimos. Tenha sempre em mente que tudo isso deve resultar em redução de custos e aumento de receita.

Superada essa fase, olhe para além da sua empresa e procure identificar como os seus fornecedores trabalham para entregar a matéria-prima para seu produto ou os serviços. Estabeleça parceria e transfira seus conhecimentos de sustentabilidade. Deixe claro que eles serão avaliados por preço, prazo de entrega, qualidade como sempre foram e que, a partir de agora, suas práticas ambientais também serão consideradas.

Agora que você está cuidando das suas práticas de produção e dos seus fornecedores, chegou a hora de cuidar dos seus clientes. Pesquise e saiba o que eles esperam de você para tornar seu produto mais sustentável. Adote matéria-prima amiga da natureza, gere menos resíduos, repense suas ações para implantação de uma logística reversa e garanta ao seu cliente a coleta adequada dos resíduos gerados pelo consumo de seu produto, bem como orientações para um descarte seguro.

Imagine que você gastou preciosos anos de sua vida desenvolvendo seu produto, estudando o mercado perfeito e de repente vê estampando as primeiras páginas do jornal o nome do seu produto ou empresa associados a um aterro clandestino que acabou de ser descoberto. Como é que sua marca foi parar ali? Mas foi o consumidor que não destinou adequadamente a embalagem do meu produto. Não importa. O estrago já foi feito. É sua marca que está ali justamente no foco daquele jornalista. Uma bem estruturada logística reversa teria evitado esse dissabor.

Marketing Interno: crie campanhas envolvendo seus colaboradores para que tragam idéias para o seu negócio, deixando claro que você espera deles esse engajamento e que os mesmos serão reconhecidos e premiados por atuações destacadas nesse segmento. Procure incentivá-los para que possam implementar práticas ambientais também em suas casas.

Aspectos Legais: conheça as leis. A máxima “ninguém pode alegar ignorância da lei em defesa própria” vale tanto para seus fornecedores, prestadores de serviços como para sua empresa e também para você pessoalmente. Portanto, conheça as regras de seu país. Lembre-se da “corrente da infelicidade”. Na área ambiental responde pelo dano aquele que direta ou indiretamente contribuiu para a degradação.

No campo administrativo pode ser autuado tanto o infrator direto como aquele que contribuiu para a ação ilegal como aquele que se beneficiou (risco proveito).

Portanto, conhecer e aplicar a legislação além de serem ações que consistem no pleno exercício da cidadania ainda previne conflitos e litígios. E conhecer não apenas a legislação ambiental, mas também a trabalhista, tributária, comercial, enfim todas as regras que determinam uma conduta para a sociedade.

Além do campo de comando e controle da lei. A obediência à legislação também se relaciona às questões econômicas da atividade empresarial, como o financiamento, por exemplo. Segundo a Lei da Política Nacional de Meio Ambiente (Lei Federal 6.938/81) as entidades e órgãos de incentivos governamentais devem condicionar a aprovação de projetos de financiamento apenas a empreendimentos que cumpram as normas, os critérios e os padrões expedidos pelos Órgãos ambientais.

Os bancos vêm ao longo desses anos seguindo esta determinação legal. E em abril deste ano foi assinado um Protoloco de Intenções entre a FEBRABAN e o Ministério do Meio Ambiente prevendo a concessão de financiamento apenas aos setores comprometidos com a sustentabilidade ambiental.

Também a Caixa Econômica Federal criou este ano uma regra de sustentabilidade para financionamento de obras, na qual desde janeiro só aprova financiamento de habitações mediante comprovação de que a madeira a ser utilizada tem origem legal.

Igualmente o Banco Santander criou o Programa Obra Sustentável cujo objetivo é facilitar o financiamento de projetos da construção civil que apresentem práticas sustentáveis como o aumento de eficiência energética, redução do impacto ambiental e social e ofereçam maior qualidade de vida para o futuro morador.

Quando você estiver colhendo frutos dessas ações, automaticamente terá as respostas para perguntas do tipo: como obter mais investimentos dos seus investidores, como conseguir boas taxas de financiamentos e, principalmente, ter sua empresa reconhecida pelos seus Clientes como uma Empresa Verde. É questão de pouco tempo para que os investidores escolham colocar seu capital em Empresas Sustentáveis; Bancos já decidem para quais Empresas irão conceder financiamentos para investimentos em novas tecnologias Verde$ e, seus Clientes serão fiéis ao seu produto se ele apresentar preço competitivo, prazo de entrega, qualidade e grau de comprometimento com a sustentabilidade.

Você pode começar agora ou aguardar seu competidor sair na frente! A escolha é sua.

Referências Bibliográficas:

FURTADO, J.S. Indicadores de sustentabilidade e governança. Revista Intertox de Toxicologia, Risco Ambiental e Sociedade, São Paulo, v. 2, n. 1, p. 121-188, fev. 2009.

MANO, C. O executivo mais verde do mundo. Revista Exame, São Paulo, 20 mar. 2008

Autores:

Adriana Ponce Coelho Cerântola

Adriana Ponce Coelho Cerântola

Adriana Ponce Coelho Cerântola é advogada especializada em meio ambiente, sócia-fundadora de Santos & Cerântola Sociedade de Advogados, docente e palestrante (adriana@santoscerantola.com.br) (55 11) 3864-9501.

Fabiano Facó é Consultor de Projetos e Sustentabilidade, atua junto à Urbia Commercial Properties S/A, Tecnólogo em Gestão de Marketing e pós-graduando no MBA Gestão Ambiental e Práticas de Sustentabilidade do Instituto Mauá de Tecnologia (fabianofaco@terra.com.br)

Esse artigo foi desenvolvido para ser publicado no site da Revista Guia do Reciclador http://www.guiadoreciclador.com/

Edição Número 35 de Outubro/Novembro de 2009

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