Sustentabilidade Empresarial: Custo extra ou impulso nos negócios ?


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Esse número traz uma matéria da Jornalista Ana Luiza Panazzolo chamada Sustentabilidade Empresarial: Custo extra ou impulso nos negócios ?

Contando com a colaboração de Bernadete Ângelo de Almeida e minha, Ana conseguiu compartilhar com seus leitores um resumo do que significa a competência da sustentabilidade empresarial, através de um texto leve e informativo. Sem usar a terminologia do cotidiano dos profissionais da sustentabilidade como: ACV ( análise do ciclo de vida ), inventário de emissões de GEE,  Relatórios GRI, etc , seu conteúdo simplifica o tema que mais cresce na agenda das empresas, governos e pessoas, estimulando que cada um passe a conhecer a sua pegada de energia, resíduos, água, terra e ar para em seguida desenvolver estratégias de como se relacionar com os recursos do meio ambiente.

Melhor do que ler minhas palavras, todas empolgadas com o tema e com a oportunidade de compartilhar o que estou aprendendo no MBA de Gestão Ambiental e Práticas de Sustentabilidade do Instituto Mauá de Tecnologia,  é ler a reportagem inteira

Fabiano Facó - Habitante Verde

Fabiano Facó - Habitante Verde

nesse link: http://bit.ly/9ejTZA

Pode clicar que você vai gostar!

Com muito orgulho, os créditos da foto vão para Khym Facó, meu filho.

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Bom exemplo ” Anti-Greenwashing “


O Guia do Greenpeace que informa o ranking dos principais fornecedores de equipamentos eletrônicos e seus compromissos com a sustentabilidade ambiental, permanece com a Fabricante Finlandesa de Celulares na liderança. A versão mais recente, de maio de 2010, pode ser visualizada clicando aqui. Esse guia pode orientar o consumidor verde ou aquele que está migrando de cinza para verde, oferecendo informações que precisam ser consideradas no processo de decisão de compra do seu novo equipamento. Além dos  itens relacionados com preço, tamanho, acesso para redes internet, 3G e Wifi, aplicativos e assistência técnica, é imperativo que o aspecto da sustentabilidade ambiental de cada empresa, também faça parte da nossa decisão de compra. Em outras palavras, o consumidor precisa conhecer como a marca da sua escolha está se relacionando com os recursos da natureza e como pretende intensificar essa relação daqui para frente.

 

Descobri esse guia através de uma apresentação da própria Empresa, ministrada pelo Guilherme Koga no dia 10 de Junho por ocasião do Seminário Gestão de Resíduos e Pós-Consumo  no Varejo da FGV.  Além do guia, outras ações merecem destaque pelo resultado já obtido, bem como servem de comparação com a crescente onda de propagandas e publicidades na linha do greenwashing.

A Fabricante Finlandesa destacou ações já implementadas, como também seu compromisso de investir em pesquisas que promovam profundas análises no ciclo de vida de seus produtos. Dessa forma, poderá realizar uma transição para intensificar o uso de matéria-prima renovável sempre que possível, como também transformar o design, fazendo com que os equipamentos possam apresentar mais eficiência no momento de serem reciclados.

Das ações já implantadas, as embalagens foram reduzidas e ajustadas para abrigarem o celular, carregador, manual e acessórios de alguns modelos. Ou seja, além de reduzir o uso de papel, tinta e tudo que envolve o processo de produção de uma embalagem, não podemos esquecer que essa redução também implica no baixo consumo de combustíveis, pois o mesmo transporte, seja aéreo ou terrestre, está transportando mais equipamentos com o mesmo consumo. Não deve parar por aí! A Europa já determinou por Lei, que os carregadores deverão ser compatíveis com todos os modelos e fabricantes. Isso significa que você poderá trocar de celular, sem precisar de um novo carregador. Agora é torcer para que essa Lei chegue por aqui também.

Destaco o programa de reciclagem implantado pela Finlandesa, porque o mesmo foi concebido para oferecer retorno financeiro tangível e não apenas para ser usado em publicidade. Esse retorno irá acontecer em médio prazo, na medida que a Empresa possa comercializar todo o material nobre, ouro por exemplo, que é aproveitado no seu processo mundial de reciclagem, com objetivo de serem re-utilizados em novos equipamentos. Basicamente, a coleta começa nos postos de assistência técnica e de lá são enviados para Centros de Triagem.  No vídeo que segue, você pode conhecer mais detalhes do processo fim-a-fim da reciclagem:

 

Creio que os próximos passos da Finlandesa, seja aumentar o volume de participação dos seus consumidores, pois esse volume irá trazer os resultados projetados no seu planejamento. Imagino que estejam procurando campanhas que possam mobilizar o incremento desses números na sua fonte, ou seja, nas pessoas que ainda não se sentem estimuladas em disponibilizar seu equipamento para reciclagem. Talvez fosse o caso de ampliar esse projeto com a participação das operadoras de celular e demais pontos de vendas, transformando a atitude do consumidor em algum tipo de bônus, quando do momento da entrega do seu equipamento usado. Seja na troca por um novo ou através de promoções na conta de utilização da linha. Nesse contexto, o Fabricante, a Operadora e o Consumidor  irão dividir os ganhos econômicos tangíveis e intangíveis.  Seguindo essa linha,  Fabricante e Operadora automaticamente se enquadram na nova Política de Resíduos Sólidos que será aprovada em breve pelo Senado, onde basicamente as empresas serão responsabilizadas pelo correto e adequado descarte dos seus produtos.

Convido aos leitores para compartilharem sua sugestões de como a Finlandesa pode aumentar o volume dos equipamentos a serem considerados em relação ao atual programa de reciclagem. Essas idéias podem abranger a  participação de outros protagonistas nesse cenário como: Operadoras do Serviço de Telefonia Celular , Pontos de Vendas e Consumidores e obviamente os Fabricantes.

 

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